O Último Detetive: HQ chilena com arte brasileira

A Conrad Editora lança no início de dezembro O Último Detetive, HQ chilena escrita por Claudio Alvarez, ilustrada pelo brasileiro Geraldo Borges, colorida por Arthur Hesli, com letras da conhecida Lilian Mitsunaga, profissional da área desde os tempos da Editora Abril. Publicada originalmente no Chile pela Acción Comics, de Claudio Alvarez, a história foi lançada recentemente no Brasil pela Conrad em formato digital e ganha agora edição impressa.

Após 20 anos, o detetive Joe Santos precisa voltar a investigar uma série de crimes que estão acontecendo na “Nova Amazônia”. Durante uma semana, uma estranha droga proporciona incrível beleza física, prazer… e uma morte dolorosa. E tudo indica que somente Santos poderá resolver esse mistério. Conseguirá o detetive resolver de vez o caso que acabou com sua carreira, destruiu seu corpo e provocou a morte de sua parceira? Capa cartonada com 100 páginas.

Claudio Alvarez é editor, escritor e fundador da editora independente Acción Comics. Entre seus trabalhos estão as sagas El Gran Guarén, El Ejército de Dios e O Último Detetive. Suas obras já foram publicadas no Chile, Brasil e Estados Unidos. É cofundador da agência ArtistGO!, integrante da ChileComics (associação de editores de quadrinhos do Chile), um dos apresentadores do webshow Somos Legión e foi produtor associado do Festival Internacional del Cómic de Santiago (FIC) 2020.

O cearense Geraldo Borges atua no mercado internacional de quadrinhos desde 2007. Tem trabalhado para algumas das mais importantes editoras americanas como DC Comics, Marvel, Dark Horse, Heavy Metal e Dynamite. É sócio da ArtistGO!, agência que representa artistas a partir do Chile. Também é sócio da Quadriños, escola de desenho e HQs em Santiago, no Chile. É co-criador de O Último Detetive.

Top 10 por Alan Moore: Edição Definitiva

A Panini Comics lança este mês nas livrarias Top 10 por Alan Moore – Edição Definitiva, encadernado em capa dura que reúne a série com roteiros de Alan Moore, acompanhado pela arte de Gene Ha e Zander Canon. Publicada originalmente entre 1999 e 2001 pelo selo America’s Best Comics da Wildstorm, a obra foi incorporada anos depois ao selo Vertigo – hoje DC Black Label – da DC Comics. No Brasil, teve as três primeiras histórias publicadas em 2002 pela Pandora Books na revista Tom Strong e, em 2005 e 2006, ganhou dois encadernados pela Devir Livraria que compilaram os 12 números da série principal.

No 10º Distrito de Neópolis, a metrópole onde todos os cidadãos têm superpoderes, eles são a Lei: um cachorro falante com uma armadura especial, uma “mulher perfeita” geneticamente engendrada, um cowboy com armas tecnológicas de última geração, um homem indestrutível, uma novata com uma caixa cheia de brinquedos cheia de ajudantes… Estes e muitos outros policiais peculiares são os astros de Top 10, a série vencedora de diversos prêmios criada e escrita pelo mago Alan Moore.

Reúne Top 10 (1999) #1 a 12, Smax (2003) #1 a 5, Top 10: The Forty-Niners (2005) e uma história de America’s Best Comics 64 Page Giant (2000). Capa dura com 576 páginas.

De Jodorowsky: Os Cavaleiros de Heliópolis

A Mythos Editora lança no início de dezembro o segundo volume de Os Cavaleiros de Heliópolis, uma das mais recentes criações do aclamado escritor chileno Alejandro Jodorowsky, com arte do belga Jérémy Petiqueux e cores do espanhol Felideus Bubastis. A série teve quatro álbuns publicados na França pela Glénat, compilados no Brasil em dois volumes. Confira, em ordem decrescente, as capas, sinopses e detalhes de cada edição:

Os Cavaleiros de Heliópolis – Vol.2

Após falhar em sua missão de matar Napoleão, Dezessete, agora Conde/Condessa Asiamar, responde ao julgamento dos Cavaleiros de Heliópolis. Superando o teste que lhe é atribuído, Asiamar demonstra que sua parte feminina é tão forte quanto a sua masculina. Novamente, ele retoma sua missão para mostrar aos Cavaleiros que é capaz de ser um integrante da ordem, definindo os rumos do futuro da humanidade como Alquimista!

Estrutura: capa dura com 112 páginas
Data de lançamento: dezembro/2021

Os Cavaleiros de Heliópolis – Vol.1

Nostradamus, Imhotep, Lao-Tze, Fulcanelli, Ezequiel… são só alguns dos nomes dos integrantes da sociedade secreta de alquimistas chamada de Os Cavaleiros de Heliópolis! Unidos para descobrirem os segredos do universo e para poderem viver por 300 séculos guiando a humanidade. Para auxiliá-los nessa jornada, eles recrutam Dezessete, um misterioso jovem que seria a chave central para alcançarem seus objetivos finais!

Estrutura: capa dura com 112 páginas
Data de lançamento: setembro/2020

Alguma Coisa Está Matando as Crianças

A Devir Livraria lança em dezembro Something is Killing the Children – Alguma Coisa Está Matando as Crianças – Livro Um, primeiro encadernado da série escrita por James Tynion IV, com arte de Werther Dell’Edera e cores de Miquel Muerto.

Publicado originalmente nos Estados Unidos pela Boom! Studios desde 2019, o título teve 20 números publicados até o momento. Como a versão deluxe norte-americana, a edição brasileira compila as 15 primeiras edições do título.

Na história, James e seus amigos foram brincar à noite em uma casa abandonada em Archer’s Peak, uma pequena cidade no interior dos Estados Unidos. No dia seguinte, apenas James continuava vivo. A polícia está investigando as mortes dos garotos, porém eles ainda não fazem ideia do que aconteceu. A única chance de impedir que mais crianças morram está nas mãos de uma jovem forasteira recém-chegada, capaz de enxergar os horrores que atacaram as crianças. Seu nome é Erica Slaughter, e seu trabalho é matar monstros – custe o que custar. Mas quem é ela e de onde vieram essas criaturas?

Esses são apenas alguns dos mistérios que o roteirista vencedor do prêmio Eisner irá apresentar nesta série campeã de vendas nos EUA.

Reúne Something is Killing the Children (2019) #1 a 15. Capa cartonada com 384 páginas.

De Sergio Toppi: Fábulas do Velho Mundo

A editora Skript lança no final deste mês Fábulas do Velho Mundo, álbum do italiano Sergio Toppi (1932-2012), considerada a obra mais pessoal do artista.

Fábulas do Velho Mundo reúne histórias publicadas em diferentes ocasiões e compiladas em Fable Toscane et autres récits, o último álbum do autor publicado na França pela Editions Mosquito. Entre guerreiros e caçadores, monstros e heróis, Toppi quadriniza contos de sua infância, narrados por seus pais e avós, entre tradições etruscas, aventura, suspense e horror, oscilando entre o fantástico e o realista.

As cinco histórias reunidas nesta coletânea são ambientadas em vários períodos da Europa e sua Itália natal, trazendo o exotismo e a aventura que caracterizam as obras do autor, aqui misturados ao mesmo tempo com certa intimidade. O esmero no roteiro e na arte confirmam o motivo de Sergio Toppi ser reconhecido como um dos artistas mais perfeccionistas da nona arte. Capa dura com 112 páginas.

Conclusão de Coringa/Arlequina: Sanidade Criminosa

A Panini Comics lança este mês o terceiro e último volume de Coringa/Arlequina – Sanidade Criminosa, série do selo DC Black Label escrita por Kami Garcia, ilustrada por Mico Suayan, Jason Badower e Annette Kwok. A capa pintada é de Francesco Mattina.

Nesta edição, o passado e o presente da Dra. Arlequina alcançaram um ponto de convergência… e as pessoas ao seu redor estão sofrendo por isso. Conforme sua investigação do assassino em série Coringa torna-se ainda mais intensa, as decisões que ela tomar a levarão para um perigo ainda mais ameaçador!

Reúne Joker/Harley: Criminal Sanity (2020) #6 a 8. Capa dura com 104 páginas.

Zé Carioca e Panchito: Silly Simphonies

A Panini Comics lança este mês Zé Carioca e Panchito – Silly Simphonies, especial em formato horizontal e com cores restauradas que reúne pela primeira vez no Brasil as tiras do papagaio Zé Carioca e do galo Panchito, publicadas originalmente em jornais americanos entre 1942 e 1945 pelo Silly Symphonies – selo estrelado pelos personagens dos longas-metragens de animação dos Estúdios Disney – neste caso, em especial, do filme Alô, Amigos.

O malandro mais brasileiro do Universo Disney desfila sua ginga e malemolência para conquistar lindas garotas e descolar uma grana fácil. E nas pranchas seguintes, é a vez do galináceo mexicano encarar bandoleiros e animais selvagens, além de encantar belas señoritas, sempre acompanhado de seu fiel cavalo, o hilário Señor Martinez! Por Paul Murry, Bill Walsh, Bob Grant, Dick Moores, Hubie Karp, Karl Karpé e outros. Capa dura com 168 páginas.

A Princesa e o Cavaleiro em nova edição

A editora JBC lança este mês A Princesa e o Cavaleiro (Ribbon no Kishi), nova edição da obra de Osamu Tezuka (1928-1989), artista considerado “o pai do mangá moderno”. Primeiro mangá de Tezuka publicado no Brasil, foi lançado por aqui entre 2002 e 2003, em oito edições de meio tanko, pela própria JBC. Desta vez, o material será compilado em duas edições de luxo.

A Princesa e o Cavaleiro começou a ser publicado no Japão pela Kodansha em 1953 e é considerado o primeiro mangá do Japão moderno voltado para o público feminino (shoujo). Inspirado nas peças de teatro do grupo Takarazuka – composto apenas por mulheres -, que fizeram parte da infância do autor, o mangá explora uma história de aventuras, romance, humor, drama e fantasia. Além da versão em quadrinhos, a história foi adaptada para uma série animada em 1967 e tornou-se referência como um dos primeiros animes coloridos produzidos no país. No Brasil, os 52 episódios foram exibidos entre os anos 1970 e 1980 nas TVs Tupi e Record, fazendo parte dos grandes clássicos da época como Fantomas, o Pinóquio da Tatsunoko e Speed Racer. Confira as capas, detalhes e sinopses dos dois volumes:

A Princesa e o Cavaleiro – Vol.1

A obra narra as aventuras da princesa Safiri na Terra de Prata. Por causa de uma rígida lei de seu reino, ela é obrigada a se disfarçar de príncipe para que seu pai não seja destronado. Desconfiado e de olho no trono, o perverso Duque Duralumínio, auxiliado pelo nefasto Senhor Nylon, tenta desmascarar Safiri. O objetivo do duque é empossar seu filho, o Príncipe Plástico. Mas esse não é o único problema da heroína. Safiri também enfrenta o malvadão Satã e sua terrível serva, Madame Inferno. Por sorte, ela conta com o auxílio do anjinho peralta Ching (que fora expulso do céu por causa de suas travessuras) e do príncipe Franz, da Terra do Ouro.

Estrutura: capa cartonada e sobrecapa com 352 páginas
Data de lançamento: novembro/2021

A Princesa e o Cavaleiro – Vol.2

Safiri cai vítima de um plano arquitetado pelo terrível Duque Duralumínio, que quer usurpar o trono da Terra da Prata e colocar o príncipe Plástico como novo regente. Além disso, a princesa terá de lidar com Satã e a Madame Satã. O diabólico casal quer tomar o coração de donzela de Safiri para dá-lo à sua filha Heckett. Como se não fosse suficiente, a heroína ainda enfrentará o Capitão Blood e seu bando de piratas, mas ela sempre contará com a ajuda do anjinho Ching e com o príncipe Franz, da Terra do Ouro.

Estrutura: capa cartonada e sobrecapa com 352 páginas
Data de lançamento: maio/2022

Corto Maltese: Sob o Sol da Meia-Noite

A editora Trem Fantasma programa para este mês Corto Maltese – Sob o Sol da Meia-Noite, primeira aventura da trilogia produzida pelos espanhóis Juan Diaz Canales e Rubén Pellejero inspirada em uma das maiores criações do artista italiano Hugo Pratt (1927-1995). O material clássico do personagem foi lançado no Brasil pelas editoras L&PM, Ediouro/Pixel Media e Autêntica/Nemo, no entanto, alguns álbuns ainda permanecem inéditos no país.

Criado por Pratt em 1967 em Uma Balada do Mar Salgado, Corto Maltese, como um Ulisses moderno, se insere na constelação de grandes viajantes visionários da ficção. Suas aventuras foram escritas e ilustradas pelo seu criador até 1992, quando foi publicado o álbum A Cidade Perdida de Mú. Hugo Pratt veio a falecer em 1995 e somente 20 anos depois é que novas aventuras foram confiadas a dois dos maiores nomes dos quadrinhos europeus.

Em Sob o Sol da Meia-Noite, encontramos Corto Maltese em 1915, acabando de chegar ao Panamá – e já de partida! O destino é San Francisco e a sua Exposição Internacional onde espera encontrar um amigo de longa data, o escritor Jack London. Mas o autor de O Chamado Selvagem dirige-se já para o México, a fim de efetuar uma reportagem sobre a revolução de Pancho Villa. No desencontro, London deixa uma mensagem pedindo a Corto que entregasse uma carta a uma certa Waka Yamada, uma antiga estrela de saloon em Dawson City durante a corrida para o ouro, agora convertida em militante contra o tráfico de mulheres no Alasca. Em troca de lhe fazer chegar essa carta, London promete a Corto uma nova aventura… e um misterioso tesouro!

Corto Maltese inicia assim uma longa jornada pelas vastas extensões geladas do Grande Norte, numa viagem pautada por inúmeros perigos e ameaças. Porque, sob o sol da meia-noite, há outros predadores que rondando os viajantes. Em Sob o Sol da Meia-Noite, Canales e Pellejero, criam uma obra original ao mesmo tempo em que respeitam o legado de Hugo Pratt e de seu principal personagem. Capa dura com 100 páginas coloridas.

De Manuel Rojas: Filho de Ladrão

A editora Veneta lança em janeiro Filho de Ladrão, obra dos artistas chilenos Christian Morales, Luiz Martínez e Marco Herrera, adaptando para os quadrinhos o clássico romance de Manuel Rojas (1896-1973), escritor argentino radicado no Chile. Publicada originalmente em 2015 pela Ocho Libros, a graphic novel levou três anos para ser concluída.

Um dia, Aniceto Hevia descobriu que seu pai não era cubano e não se chamava José: era o Galego, um famoso ladrão espanhol. O romance do anarquista Manuel Rojas fala dos nômades urbanos da América do Sul, seus personagens que cruzam as fronteiras das repúblicas, indo de cidade em cidade: Rio de Janeiro, Buenos Aires, Mendonza, Valparaízo…

Lançado originalmente em 1951, Filho de Ladrão é um marco na literatura do continente e ganha uma poderosa versão em quadrinhos. Capa cartonada com 248 páginas.