A Mão Verde e Outras Histórias

A Comix Zone! programa para março A Mão Verde e Outras Histórias, obra da artista francesa Nicole Claveloux que reúne contos publicados originalmente no final da década de 1970 na revista Métal Hurlant. Inédito no Brasil, o material está entre os mais belos quadrinhos já ilustrados: exóticos, inebriantes, com o frescor e o esplendor dos sonhos.

Na história do título, escrita por Édith Zha, uma nova planta doméstica se torna o primeiro passo de uma jornada épica de autodescoberta e uma espirituosa fábula de romance moderno – completa com arbustos falantes, um gênio sábio e um corvo melancólico.

Como em uma sequência de sonhos, a história é dividida em vários episódios que se entrelaçam sutilmente. Encontramos em Claveloux a influência de ilustradores como o francês Gustave Doré, o russo Rojankovsky e o dinamarquês Kay Nielsen.

Reverenciado com o Prêmio do Patrimônio no Festival de Angoulême em 2020, A Mão Verde e Outras Histórias apresenta a realização plena de uma artista inesquecível e injustamente negligenciada dos quadrinhos europeus. Capa dura com 100 páginas coloridas.

Marvel Essenciais: Quarteto Fantástico – Jogados aos Lobos

A Panini Comics lança este mês Quarteto Fantástico – Jogados aos Lobos, encadernado da linha Marvel Essenciais que reúne o arco publicado originalmente nos EUA em 2004 pela Marvel Comics sob o selo Marvel Knights. O roteiro é de Roberto Aguirre-Sacasa, com arte de Steve McNiven, arte-final de Mark Morales e cores de Morry Hollowell. A capa é de McNiven, Morales e Hollowell (Marvel Knights: 4 #1).

Essa é pelo menos a terceira vez que este arco é publicado no Brasil: primeiro em 2005, nas edições #17 e 19 da revista Marvel Apresenta, e em 2014, em edição especial própria, as três em encadernação simples. É a primeira vez que o material sai em capa dura. O título durou lá fora 30 edições, sendo que, no Brasil, foram publicadas somente as 14 primeiras histórias.

Neste arco, a Primeira Família da Marvel precisará enfrentar um novo desafio e se reorganizar após uma das piores derrotas de sua carreira super-heroica: a falência! E também: quando Reed, Sue e Ben resolvem levar Franklin para acampar em uma região selvagem do estado de New Jersey, eles acabam encontrando uma criatura muito estranha… até para os padrões do Quarteto!

Reúne Marvel Knights: 4 (2004) #1 a 7. Capa dura com 176 páginas.

Marvel Essenciais: Deadpool – A Guerra de Wade Wilson

A Panini Comics programa para março Deadpool – A Guerra de Wade Wilson, título da linha Marvel Essenciais que reúne a minissérie publicada originalmente em 2010 nos EUA pela Marvel Comics sob o selo Marvel Knights.

Com roteiro de Duane Swierczynski, a arte é de Jason Pearson com Dexter Vines e as cores são de Paul Mounts. A capa é de Pearson (Deadpool: Wade Wilson’s War #3). No Brasil, a história foi publicada por pelo menos duas vezes: em 2014, na segunda série do título Deadpool pela própria Panini, e em 2016, pela Salvat, no volume 63 da Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel.

Você já viu violência em inúmeras aventuras… mas nunca como nesta. Nós asseguramos! Quer respostas sobre Deadpool, como por que ele sempre se recusa a tirar a máscara ou de onde vem seu nome? Ou se Wade realmente fazia parte de uma equipe de operações secretas da qual ninguém nunca ouviu falar? O que ele realmente sabe e como descobriu?

Reúne Deadpool: Wade Wilson’s War (2020) #1 a 4. Capa dura com 112 páginas.

Carnificina: Preto, Branco & Sangue

A Panini Comics lança este mês Carnificina – Preto, Branco & Sangue, encadernado que reúne a minissérie publicada ano passado nos Estados Unidos pela Marvel Comics. Com roteiros de Tini Howard, Benjamin Percy, Al Ewing, Donny Cates, Chip Zdarsky, Ram V, Dan Slott, Karla Pacheco, Alyssa Wong, Ryan Stegman, Declan Shalvey e Ed Brisson, a arte ficou por conta de Ken Lashley, Sara Pichelli, John McCrea, Kyle Hotz, Marco Checchetto, Javier Fernandez, Greg Smallwood, Chris Mooneyham, Gerardo Sandoval, Victor Nava, Joe Bennett, Stephen Mooney, Scott Hepburn, Juan Fernandez, Mattia Iacono, Rachelle Rosenberg, Erick Arciniega e Andres Mossa. A capa é de Sara Pichelli (Carnage: Black, White & Blood #1).

O mais sangrento personagem da Marvel Comics ganha seu especial nos mesmos moldes de Wolverine – Preto, Branco & Sangue. São doze violentos contos de autoria dos maiores nomes da Casa das Ideias na atualidade. Testemunhe histórias que mostram porque Cletus Kasady ganhou sua fama mortal em preto e branco… e com um toque de sangue!

Reúne Carnage: Black, White & Blood (2021) #1 a 4. Capa cartonada com 136 páginas.

Star Wars: Thrawn

A Panini Comics lança em fevereiro Star Wars – Thrawn, encadernado que reúne a minissérie publicada em 2018 nos Estados Unidos pela Marvel Comics. Baseado no romance de Timothy Zahn, o roteiro é de Jody Houser, com arte do brasileiro Luke Ross e cores de Nolan Woodard. A capa é de Paul Renaud (Star Wars: Thrawn #4).

Ele é um dos mais impiedosos e brilhantes guerreiros do universo de Star Wars. Agora, descubra como o Grande Almirante Thrawn se tornou um dos estrategistas militares mais temidos de uma galáxia muito, muito distante! Conheça suas origens, seus primeiros adversários e o grande segredo dentro do Império descoberto por ele e seu maior rival. Quem é Thrawn? E o que sua rica trajetória significa para o universo criado por George Lucas?

Reúne Star Wars: Thrawn (2018) #1 a 6. Capa cartonada com 144 páginas.

De John Byrne: A Sensacional Mulher-Hulk

A Panini Comics lança em fevereiro A Sensacional Mulher-Hulk, edição da linha Marvel Omnibus que reúne a aclamada fase da Mulher-Hulk com roteiro e arte de John Byrne produzida entre o final dos anos 1980 e início dos anos 90 pela Marvel Comics. Acompanham o artista Kim DeMulder, Bob Wiacek, Al Gordon, Keith Williams, Petra Scotese, Glynis Oliver e Marie Javins, com participações especiais de Dave Gibbons, Frank Miller, Wendy Pini, Walt Simonson, Howard Chaykin, Terry Austin, Adam Hughes, Howard Mackie, Michael Eury, Todd Britton e Mike DeCarlo.

Depois de fazer dela a estrela em sua lendária passagem pelo Quarteto Fantástico, John Byrne levou a Mulher-Hulk para uma clássica graphic novel e uma nova série mensal surpreendente. Agora, as aventuras da personagem pelas mãos de Byrne são compiladas em um único volume, onde Jennifer Walters detona todas as expectativas e esmaga até a quarta parede! Homem-Aranha, SHIELD, Toupeira, Dr. Bong (!), Papai Noel (!!), Navalha (!!!)… ninguém escapa ao toque absurdo da Mulher-Hulk de John Byrne.

Reúne Marvel Graphic Novel (1982) #18, Sensational She-Hulk (1989) #1 a 8, #31 a 46, #48 a 50 e Marvel Comics Presents (1988) #18 III. Capa dura com 752 páginas.

Algumas observações:

Mulher-Hulk no Brasil

Boa parte dessas histórias são inéditas no Brasil. Sua graphic novel foi publicada pela Editora Abril em 1990, no quarto número da coleção Graphic Marvel. Já as aventuras da revista mensal estrearam em 1992, na edição #36 da publicação trimestral Grandes Heróis Marvel, em formatinho, que trouxe os quatro primeiros números do título original. No mesmo ano, seguiu para a revista do Incrível Hulk (e em uma edição de Superaventuras Marvel), que publicou as aventuras das edições #5 a 11, depois as edições #31 a 37 e pulando direto para a #50, a última de Byrne. Portanto, até o momento, as edições #38 a 49 nunca haviam sido publicadas por aqui. Já as edições #9 a 30, #47 e #51 a 60, produzidas por outros artistas, com exceção das edições #10 e 11, permanecem (e talvez permaneçam, por não fazerem a menor diferença) inéditas no país. Mais recentemente, as oito primeiras edições foram compiladas pela primeira vez em formato americano no Brasil no volume 80 da coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel, em 2018, pela Salvat.

as 25 edições do material clássico dos anos 1980, foram publicadas parcialmente por aqui, grande parte pela Rio Gráfica/Editora Globo e uma história pela Editora Abril no primeiro número da revista do Hulk. As edições #11 e #13 a 25 são inéditas no Brasil. A aventura de estreia (o material clássico) foi publicada pelo menos quatro vezes: em 1982 pela RGE, em 1994 pela Abril, em 2016 pela Salvat e em 2018 de novo pela Salvat, abrindo o volume com a fase inicial de John Byrne.

Mulher-Hulk na Marvel

A Mulher-Hulk estreou em 1980, em título próprio, pelas mãos de Stan Lee e John Buscema. A Marvel Comics decidiu conceber uma versão feminina do Hulk por temer que a personagem fosse criada no seriado The Incredible Hulk, exibido entre 1977 e 1982, estrelado por Bill Bixby e Lou Ferrigno. A publicação foi até 1982 durando 25 edições. Depois disso, a personagem apareceu em sagas e publicações de outros personagens Marvel, até cair nas graças de John Byrne em uma edição de Vingadores. Após a conclusão da saga Guerras Secretas, a Mulher-Hulk se junta ao Quarteto Fantástico, título capitaneado à época por Byrne. Foi nesse período que ela estrelou sua própria graphic novel em 1985 (publicada uma única vez no Brasil pela Editora Abril) e que abre essa edição Omnibus da Panini Comics.

Em maio de 1989, já muito habituado à personagem, John Byrne comanda o novo título mensal da Mulher-Hulk, ficando em um primeiro momento somente nas primeiras oito edições, voltando somente na edição #31 (em 1991), inclusive com uma capa onde o próprio artista tenta trocar o número da edição (de #31 para #9). Entre as edições #8 e 30, outros artistas assumiram o título, como Steve Gerber (que aproveitou para usar seu personagem, Howard, o Pato), Richard Starkings, Gregory Wright, Peter David, Buzz Dixon, Simon Furman, Dwight Zimmerman, Louise Simonson, Bryan Hitch, Steve Leialoha, Tom Artis, Richard Levins, Aaron Lopresti, Tom Morgan e outros. Após seu retorno, Byrne ficou até a edição #50 (abril de 1993) e, dez edições depois, na edição #60 (fevereiro de 1994), o título foi interrompido, tornando-se a publicação solo mais longeva de qualquer super-heroína da Marvel até aquele momento.

A personagem continuou transitando pelo Universo Marvel, ganhou uma minissérie (She-Hulk: Cerimony – inédita no Brasil) e teve novo título somente em 2004, comandado por Dan Slott. A primeira temporada durou 12 edições e a segunda durou 38 edições, finalizando em 2009. Ainda em 2009, Lyra, uma Mulher-Hulk de um futuro alternativo, ganhou minissérie escrita por Fred Van Lente. Em 2014, novo título, desta vez sob comando de Charles Soule, durando 12 números. Em 2016, a Mulher-Hulk assumiu o título de seu primo, com roteiros de Mariko Tamaki, durando 11 edições. Em 2018, na iniciativa Marvel Legado, ganhou um arco em cinco partes – neste momento, assim como em outros títulos da Marvel, a numeração da publicação foi contada desde sua estreia, iniciando, portanto, na edição #159 e indo até a edição #163. Nesta fase a personagem aparece cinza, remetendo à fase do Sr. Tira-Teima vivida no passado pelo Incrível Hulk. Em 2020, ganhou um especial escrito por Al Ewing. Depois de ser personagem regular nos Vingadores de Jason Aaron, a personagem ganha agora (2022), lá fora, novo título, desta vez sob o comando da escritora Rainbow Rowell, com arte do brasileiro Rogê Antonio. Vale lembrar que uma série da personagem, interpretada pela atriz canadense Tatiana Maslany, estreia este ano via Disney+.

Edições #34 e 35 de X-Men

A Panini Comics lança em fevereiro as edições #34 e 35 de X-Men, título quinzenal que engloba todas as publicações mutantes lançadas atualmente pela Marvel Comics nos Estados Unidos. Confira as capas, detalhes e sinopses dessas edições:

X-Men #34

O mais perigoso de todos os modelos de sentinela está de volta. Como isso vai impactar Krakoa? Pode apostar que muito… Enquanto isso, os Filhos do Átomo têm suas origens e identidades finalmente reveladas! E o Excalibur precisa lidar com uma ameaça ao lar dos mutantes que ninguém além deles consegue sentir. E ainda: os Satânicos à mercê do perigoso Arcade. E Cable e seus colegas continuam na busca pela criança perdida.

Autores: Jonathan Hickman, Gerry Duggan, Vita Ayala, Tini Howard, Zeb Wells, Francesco Mobili, Phil Noto, Paco Medina, Marcus To, Stephen Segovia, Bernard Chang, David Curiel, Erick Arciniega, Sunny Gho
Conteúdo: Cable (2020) #10, Children of the Atom (2021) #3, Excalibur (2019) #20, Hellions (2020) #9-10 e X-Men (2019) #20
Capa: Leinil Francis Yu (X-Men #20)
Estrutura: capa cartonada com 160 páginas
Data de lançamento: fevereiro/2022

X-Men #35

O trabalho dos Novos Mutantes parecia ser bem simples: treinar e guiar a nova geração de mutantes. Mas não deve ser tão simples assim, certo? Certíssimo! Wolverine continua sua caçada aos vampiros que querem usar seus poderes para o mal. E não deixe de conferir o embate que todos queríamos ver há muito tempo: Psylocke vs. Betsy Braddock! E leia também: as aventuras do X-Factor e as intrigas de E.S.P.A.D.A.

Autores: Zeb Wells, Vita Ayala, Al Ewing, Benjamin Percy, Leah Williams, Stephen Segovia, Rod Reis, Valerio Schiti, Scot Eaton, David Baldeón, JP Mayer, Oren Junior, David Curiel, Marte Gracia, Matthew Wilson, Israel Silva
Conteúdo: Hellions (2020) #11, New Mutants (2020) #18, S.W.O.R.D. (2020) #5, Wolverine (2020) #11-12 e X-Factor (2020) #7
Capa: Adam Kubert e Frank Martin Jr. (Wolverine #11)
Estrutura: capa cartonada com 160 páginas
Data de lançamento: fevereiro/2022

Arcanjo, de William Gibson e Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

Em 2019, o selo Excelsior da Book One publicou duas excelentes obras em quadrinhos: Arcanjo, de William Gibson (o mesmo autor do best-seller Neuromancer), e Fahrenheit 451 – A Adaptação Autorizada, obra de Ray Bradbury (1920-2012), de 1953, adaptada por Tim Hamilton. Essa última havia sido lançada no Brasil pela Globo Livros em 2011. Confira as capas, detalhes e sinopses dos dois volumes:

Arcanjo
De William Gibson

Os líderes políticos destruíram o mundo. Agora, eles querem uma nova realidade para corromper. Para isso, vão se aproveitar de todo o potencial da última esperança da humanidade: Splitter, uma máquina colossal que permitirá que eles viajem até o passado para garantir o poder no futuro. Com seu sarcasmo característico e sombrio e pragmatismo militarista, Gibson nos guia através dos arredores tóxicos do presente até uma Berlim de 1945 devastada pela guerra, onde a oficial da RAF, Naomi Givens, vai enfrentar soldados de um futuro cruel e inconcebível, enquanto o destino das épocas está em jogo. Indicada ao Prêmio Eisner 2017 na categoria Melhor Série Limitada, essa é a primeira graphic novel do astro da ficção científica William Gibson!

Editora original: IDW Publishing
Roteiro: William Gibson, Michael St. John Smith
Arte: Jackson Guice, Tom Palmer, Alejandro Barrionuevo, Wagner Reis, Diego Rodriguez, Wes Dzioba
Conteúdo: Archangel (2016) #1 a 5
Estrutura: capa dura com 144 páginas
Data de lançamento: setembro/2019

Fahrenheit 451 – A Adaptação Autorizada
De Ray Bradbury

Ao lado de Admirável Mundo Novo e 1984, Fahrenheit 451 é uma das maiores obras-primas de ficção-científica de todos os tempos. O título refere-se à temperatura em que os livros queimam – 451 graus Fahrenheit ou 233 graus Celsius. Em uma sociedade futura distópica em que ter opinião própria é considerado uma conduta criminosa, todos os livros são proibidos. E a função dos bombeiros não é apagar incêndios, mas sim destruir pilhas e pilhas de literatura para que a sociedade viva sem conflitos.

Editora original: Hill and Wang
História: Ray Bradbury
Adaptação, roteiro, arte e cores: Tim Hamilton
Conteúdo: Fahrenheit 451 (2009)
Estrutura: capa dura com 160 páginas
Data de lançamento: agosto/2019

De Hergé: As Diabruras de Quick e Flupke

Entre 2013 e 2014, a Globo Livros publicou As Diabruras de Quick e Flupke, série completa em dois álbuns que resgata uma joia da vasta produção do quadrinista belga Hergé (1907-1983), o “pai” do intrépido repórter Tintim, um dos mais influentes mestres da HQ europeia. São dois volumes dos quadrinhos coloridos completos dos personagens, publicados originalmente em onze álbuns avulsos entre 1949 e 1969.

A primeira diabrura de Quick e Flupke veio a público em janeiro de 1930, no Le Petit Vingtième, suplemento infantil semanal do jornal belga Le Vingtième Siècle. Diz a lenda que, voltando ao trabalho depois de tirar férias, Hergé foi surpreendido por uma “pegadinha” dos colegas de redação, que, sem avisar, haviam anunciado publicamente que ele lançaria uma inédita série de quadrinhos. Com poucos dias para dar conta do recado, Hergé mesclou reminiscências infantis com influências do cinema e dos cartuns norte-americanos para dar vida a dois garotos às voltas com confusões nas ruas da Bruxelas dos anos 1930.

Limitado ao espaço de duas páginas por semana, Hergé desenvolveu a partir dali narrativas cômicas que, além do primor da concisão, apresentam a atmosfera ternamente poética do universo das crianças. O trapalhão (e um tanto azarado) Quick e seu travesso parceiro Flupke conquistaram de imediato os leitores, ao introduzir altas doses de nonsense e bagunça num mundo organizado por adultos – como o vigilante Agente nº 15, um policial com ares chaplinianos que vive implicando com os garotos.

Ao longo de uma década, foram mais de trezentas histórias publicadas. O traço limpo, característico do estilo gráfico de Hergé que seria chamado de ligne claire (linha clara), já era marcante em toda a série, originalmente concebida em preto e branco. Só mais tarde, depois da Segunda Guerra Mundial, as desventuras de Quick e Flupke foram coloridas e compiladas em álbuns, tornando-se populares para além da Bélgica, em outros países de língua francesa. As tramas da dupla serviram como base, ainda, para uma série de desenho animado para a TV, na década de 1980.

Ambos em capa dura, As Diabruras de Quick e Flupke – Volume 1 (outubro/2013) tem 182 páginas e o Volume 2 (junho/2014) tem 152 páginas.

Valerian Integral

Entre 2017 e 2019, a SESI-SP publicou Valerian Integral, premiado material francês que inspirou Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, produção de 2017 dirigida por Luc Besson. Criada por Pierre Christin nos roteiros e por Jean-Claude Mézières (1938-2022) na arte, sempre acompanhados pelas cores de Évelyne Tranlé (irmã de Mézières), a obra estreou na revista franco-belga Pilote, em 1967, e é considerada um marco dos quadrinhos europeus.

Com a série em quadrinhos concluída em 2010, a Dargaud publicou na França a coleção integral, comemorando os 50 anos de criação da obra e a adaptação para os cinemas, compilando o material em sete volumes definitivos, sendo que cinco deles foram publicados no Brasil. Confira as capas, sinopses e detalhes dessas edições:

Valerian Integral – Vol.1

Neste volume:

Os Maus Sonhos (1967),
A Cidade das Águas Movediças (1968),
Terra em Chamas (1969) e
O Império dos Mil Planetas (1969).

Estrutura: capa cartonada com 160 páginas
Data de lançamento: maio/2017


Valerian Integral – Vol.2

Neste volume:

O País sem Estrela (1970),
Bem-vindos a Alflolol (1971) e
Os Pássaros do Mestre (1973).

Estrutura: capa cartonada com 172 páginas
Data de lançamento: agosto/2017


Valerian Integral – Vol.3

Neste volume:

O Embaixador das Sombras (1975),
Nas Terras Falsificadas (1977) e
Os Heróis do Equinócio (1978).

Estrutura: capa cartonada com 172 páginas
Data de lançamento: fevereiro/2018


Valerian Integral – Vol.4

Neste volume:

Metrô Châtelet sentido Cassiopeia (1980),
Brooklyn Station Terminal Cosmos (1981),
Os Espectros de Inverloch (1984) e
A Cólera de Hypsis (1985).

Estrutura: capa cartonada com 220 páginas
Data de lançamento: janeiro/2019


Valerian Integral – Vol.5

Neste volume:

Nas Fronteiras (1988),
As Armas Vivas (1990) e
Os Círculos do Poder (1994).

Estrutura: capa cartonada com 208 páginas
Data de lançamento: janeiro/2019