Esquadrão Suicida: Apokolips Now

A Panini Comics lançou nas livrarias Esquadrão Suicida – Apokolips Now, edição da linha DC Vintage que traz o quinto volume das aventuras clássicas da Força-Tarefa X publicadas originalmente nos anos 1980 nos Estados Unidos pela DC Comics.

Com roteiros de John Ostrander, Kim Yale e Robert Greenberger, a arte deste volume ficou por conta de John K. Snyder III, Grant Miehm, Luke McDonnell, Keith Wilson, Kevin Phillips e Geof Isherwood, acompanhados pelas cores de Carl Gafford. A capa é de John K. Snyder III e Karl Kesel (Suicide Squad #33).

A histórias desta edição foram publicadas somente uma vez no Brasil, entre 1991 e 1992, em formatinho, nas edições #32 a 36 & #39 e 40 do título Liga da Justiça Internacional, pela Editora Abril.

O MURO CAIU! Amanda Waller perdeu seu punho de ferro sobre o Esquadrão Suicida, que agora tem um novo comandante. Enquanto ela planeja tomar de volta a Força-Tarefa X, uma sociedade sobrenatural secreta se prepara para uma ação letal.

Porém, um inimigo ainda mais perigoso aguarda – e é um inimigo interno. Um traidor nas fileiras pretende usar o Esquadrão como bucha de canhão numa luta sangrenta pelo poder. E a batalha não ocorrerá no Oriente Médio devastado pela guerra, nas ruas sombrias de Gotham City nem em qualquer outro local da Terra. Ela já está acontecendo, num lugar ainda mais mortal, ainda mais sombrio.

APOKOLIPS. Agora, a casa de Darkseid, a personificação de todo o mal, será palco do maior combate em que o Esquadrão já se envolveu. Toda a fúria dos asseclas mais impiedosos do vilão será desencadeada contra Waller e sua equipe. E, quando tudo acabar, o Esquadrão Suicida fará jus ao próprio nome…

Reúne Suicide Squad (1987) #31 a 39. Capa dura com 224 páginas.

O Eternauta 1969 em nova edição

A Comix Zone! lança em julho O Eternauta 1969, nova edição da obra argentina produzida Héctor Germán Oesterheld (1919-1977/78) e Alberto Breccia (1919-1993), uma releitura do material ilustrado originalmente por Francisco Solano López (este, publicado pela primeira vez no Brasil em 2012, além da sequência em 2013, pela Martins Fontes, e em 2024, o primeiro volume, pela Pipoca & Nanquim). O trabalho foi publicado pela primeira vez por aqui em 2019 pela mesma editora.

Inspirado por A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, Héctor Germán Oesterheld publicou, entre 1957 e 1959, aquela que se tornaria uma das maiores obras-primas dos quadrinhos mundiais: O Eternauta. A obra narra a invasão de Buenos Aires por uma raça alienígena. Ao longo da trama, repleta de reviravoltas e personagens marcantes, o protagonista Juan Salvo resiste aos extraterrestres, viaja no tempo e, apesar de si mesmo, torna-se o legatário final de toda a humanidade.

Dez anos depois, em 1969, Oesterheld retorna ao seu magnum opus e, em parceria com o lendário artista uruguaio Alberto Breccia, reimagina sua criação em uma versão ainda mais ousada. Aqui, não apenas o enredo ganha contornos mais politizados, como a arte experimental e sombria de Breccia transforma O Eternauta em algo completamente novo: uma distopia carregada de simbolismo, tensão e crítica social.

Vencedor do Troféu HQMix de Edição Especial Estrangeira, O Eternauta 1969 retorna agora, com a estreia de sua adaptação na Netflix, com novo projeto gráfico. Capa dura com 64 páginas.

Sapiens: Os Mestres da História

O selo Quadrinhos na Cia. da Companhia das Letras lança este mês Sapiens – Os Mestres da História, terceiro volume da versão em quadrinhos da obra do escritor israelense Yuval Noah Harari, ph.D. em História pela Universidade de Oxford e professor na Universidade Hebraica de Jerusalém. A adaptação do roteiro ficou por conta do belga David Vandermeulen, com arte do francês Daniel Casanave. O material foi publicado originalmente em 2023 na França pela Albin Michel.

Às vezes parece que a história é uma lista de monarcas malignos, presidentes vaidosos e ditadores dantescos. Mas será que eles estão, de fato, no comando do que acontece?

Sapiens – Os Mestres da História nos leva a uma viagem imersiva e hilariante pelo passado da humanidade, cujo rumo é a descoberta das forças que transformam nosso mundo, das que nos unem… e daquelas que frequentemente nos destroem. Pegue seu lugar na primeira fileira para assistir ao Maior Espetáculo da Terra – a vida humana acontecendo – e explore a ascensão do dinheiro, da religião e dos impérios.

Neste terceiro volume da série em quadrinhos baseada no fenômeno de Yuval Noah Harari, os artistas David Vandermeulen e Daniel Casanave continuam a apresentar a complexa história da humanidade com inteligência, empatia e originalidade. Juntando-se a um elenco inesperado de novas personagens, avançamos na companhia de rostos conhecidos como o próprio Yuval, sua sobrinha Zoe, a professora Saraswati, Bill & Cindy, Homem do Céu e o Capitão Dólar.

Conforme eles viajam pelo tempo, pelo espaço e por todo drama da civilização em busca da verdade, é impossível não se perguntar: por que nós, a humanidade, não conseguimos encontrar a paz? Capa cartonada com 280 páginas.

Quarteto Fantástico Nº 1 reinventada a cada detalhe

O selo Excelsior da Book One lança este mês Quarteto Fantástico Nº 1 – A HQ mais Lendária da Marvel, Reinventada em cada Detalhe (Fantastic Four Nº 1: Panel by Panel), o clássico produzido por Stan Lee e Jack Kirby, com o auxílio de George Klein e Stan Goldberg, aqui com produção de Chip Kidd e Geoff Spear. O material foi publicado originalmente em 2021 nos Estados Unidos pela Abrams ComicArts em parceria com a Marvel Comics.

Um mergulho visual na edição que deu início à Era Marvel moderna. A obra-prima de Stan Lee e Jack Kirby, lançada em 1961, apresentou ao mundo o Quarteto Fantástico ― composto por Sr. Fantástico, Garota Invisível, Tocha Humana e o Coisa ― e redefiniu o que significava contar histórias em quadrinhos.

Agora, o premiado designer gráfico Chip Kidd desconstrói essa edição histórica, página por página, quadro por quadro, revelando cada traço, cada detalhe, cada nuance da arte revolucionária de Kirby e da narrativa poderosa de Lee. Usando um exemplar original da HQ ― hoje item de colecionador ― Kidd transforma um clássico em uma nova experiência visual.

Com fotografias de Geoff Spear, e textos exclusivos do editor da Marvel Tom Brevoort e do historiador Mark Evanier, este livro é uma verdadeira celebração da criação que marcou o universo dos quadrinhos. Capa dura com 264 páginas.

Garoto-Aranha: Diversão e Jogos

A Panini Comics lançou nas bancas e livrarias Garoto-Aranha – Diversão e Jogos, segundo volume da nova série aracnídea que traz as aventuras do jovem Bailey Briggs publicadas originalmente nos Estados Unidos pela Marvel Comics.

Com roteiros de Dan Slott, a arte é de Paco Medina, Julian Shaw, Walden Wong, Jason Loo e Nathan Stockman, com as cores de Erick Arciniega, Edgar Delgado e Fernando Sifuentes. A capa é de Humberto Ramos e Edgar Delgado (Spider-Boy #7).

Bailey Briggs perdeu sua família quando foi sequestrado e tragicamente transformado no Garoto-Aranha, e agora mais alguém que Bailey ama pode ter sofrido o mesmo destino!

Enquanto o jovem aracnídeo encontra seu caminho de volta para a mulher que o criou, as vidas de sua nova família estão em jogo. E todos os seus amigos incríveis estão aparecendo para ajudar! Com participações especiais do Capitão América, Thor, Garota-Esquilo, o Soldado de Brinquedo, Miles Morales e Peter Parker!

Além disso, ele encontra novos aracnídeos para lá de estranhos, o que mudará para sempre sua relação com o Homem-Aranha. Grandes pontos de virada na vida do Garoto-Aranha! Sua vida nunca mais será a mesma!

Reúne Spider-Boy (2024) #5 a 10. Capa cartonada com 140 páginas.

As Aventuras do Jovem Hellboy

A Mythos lançou nas livrarias As Aventuras do Jovem Hellboy, edição que reúne duas minisséries da versão jovem da criação máxima de Mike Mignola, publicadas originalmente entre 2021 e 2023 nos Estados Unidos pela Dark Horse.

Com roteiros de Mike Mignola e Thomas Sniegoski, a arte é de Craig Rousseau e as cores são de Dave Stewart e Chris O’Halloran. A capa é de Matt Smith (Young Hellboy: The Hidden Land HC).

Na primeira história, após um acidente a caminho de um sítio arqueológico na América do Sul, Hellboy e o Professor Bruttenholm ficam presos em uma ilha misteriosa, onde enfrentam todo tipo de monstros em terra, mar e céu. Um estranho os resgata e se revela ser um dos heróis de Hellboy, mas isso não significa que eles estão a salvo. Enquanto lidam com os perigos da ilha, um antigo mal protegido pelo lugar está prestes a despertar, arrastando o jovem demônio e seus novos aliados para uma batalha desesperada.

Já na segunda aventura, retornando de suas aventuras, Hellboy e o Professor se mudam com o B.P.D.P. do Novo México para Connecticut. A mudança é difícil para Hellboy: ele estaria apenas com saudades de casa ou as memórias confusas da ilha tomaram conta de sua mente? Enquanto isso, a notícia de sua sobrevivência chega a um inimigo desconhecido, obcecado por matá-lo. Ele falhou uma vez e agora está determinado a realizar seu desejo assassino custe o que custar!

Reúne Young Hellboy: The Hidden Land (2021) #1 a 4 e Young Hellboy: Assault on Castle Death (2022) #1 a 4. Capa cartonada com 228 páginas.

Acender uma Fogueira, por Chauboté

A Pipoca & Nanquim lança no fim do mês Acender uma Fogueira (Construire un feu), obra produzida pelo quadrinista francês Christophe Chabouté, que adapta para os quadrinhos o conto mais famoso de Jack London (1876-1916). O material foi publicado originalmente em 2007 e republicado em 2016 na França pela Vents d’Ouest, que desde 1991 é uma marca da Glénat.

Nos últimos anos do século 19, a gélida região de Klondike, no Canadá, foi ocupada por milhares de aventureiros e trabalhadores esperançosos vindos dos Estados Unidos, seduzidos pelas fartas reservas de ouro descobertas naquele cenário inóspito. Em meio ao deserto branco de um inverno de 45 graus abaixo de zero, um homem, um simples homem, acompanhado apenas de um cachorro, viaja para se encontrar com seu grupo de exploradores. Ele subestima a tirania implacável da natureza, mas aquela ingrata jornada aos poucos se mostrará uma batalha pela sobrevivência, na qual a capacidade de fazer fogo pode ser sua última esperança.

Considerado um dos maiores gênios da literatura anglófona, Jack London se inspirou em suas próprias experiências como minerador no Klondike para escrever o conto Acender uma Fogueira, cuja versão mais conhecida foi publicada originalmente em 1908, na The Century Magazine. Aclamada por sua representação desesperadora de uma situação de frio extremo, a história se tornou um de seus trabalhos mais lembrados e estudados, sendo até hoje considerada um dos mais poderosos exemplos do conflito entre homem e natureza, um tema tão caro à literatura naturalista.

Nesta brilhante adaptação para os quadrinhos, o premiado Chabouté se apoia em especial nos momentos de silêncio e na vastidão de uma paisagem tomada pela neve, capturando a sensação angustiante da narrativa original de London, mas aliando-a ao seu talento inegável para contar uma história por meio de imagens.

Um clássico literário incontornável, que ganha nova vida nas mãos de um gigante das HQs! Seção de extras com os rascunhos originais da obra completa a edição. Capa dura com 84 páginas.

Shmoo, de Al Capp

Após campanha bem-sucedida de pré-venda no Catarse, a Veneta lança no início de julho Shmoo, criação de Al Capp, pseudônimo do premiado cartunista norte-americano Alfred Gerald Caplin (1909-1979). O material foi compilado originalmente nos Estados Unidos em 2008 e em 2011 pela Dark Horse.

Até hoje nenhum outro quadrinista do Ocidente conseguiu atingir o nível de popularidade que Al Capp teve no século XX: todos os dias, dezenas de milhões de leitores acompanhavam Li’l Abner, sua tira de jornal publicada no mundo inteiro desde 1934, que chegou ao Brasil como Ferdinando. Aquele que talvez seja seu personagem mais popular surgiu em 1948 e se tornou um extraordinário fenômeno da cultura pop: o Shmoo, uma estranha criatura rechonchuda e adorável que conquistou corações e gerou uma febre comercial sem precedentes nos Estados Unidos. Com sua incrível habilidade de transformar-se em objetos úteis e em alimentos, os Shmoos multiplicavam-se com uma rapidez impressionante, oferecendo uma utopia de abundância que questionava o capitalismo e a sociedade moderna.

Embora pareça apenas uma criatura bonitinha e carismática, o Shmoo é também uma metáfora criada por Al Capp para refletir sobre o capitalismo, o consumo e as contradições da sociedade americana do pós-guerra. Capaz de se multiplicar, alimentar, vestir e servir os humanos sem pedir nada em troca, o Shmoo despertou tanto amor quanto medo – especialmente entre empresários preocupados com a ameaça que ele representava à lógica do lucro.

O livro que chega agora ao Brasil reúne, pela primeira vez, todas as tiras do personagem publicadas na tira Li’l Abner entre 1948 e 1976, além de fotografias raras do autor e ilustrações que marcaram a época. Conheça as aventuras hilariantes de Shmoo com a família Barnabé, Violeta Ouriço, Jão Sujeira, Véio Moisés, os Mequetrefes e tantos outros personagens que conquistaram o mundo com humor e carisma. A organização do livro, repleto de notas explicativas, que contextualizam os diferentes períodos em que a saga foi publicada, é de pesquisador Denis Kitchen, um dos maiores especialistas na obra de Capp e importante pesquisador e editor de HQs.

E se você ainda está se perguntando por que Shmoo importa, aqui vai: ele ajudou a pavimentar o caminho para boa parte dos quadrinhos modernos que misturam humor, crítica social e personagens absurdos. Will Eisner homenageou Al Capp e Ferdinando em uma história de Spirit publicada em 1947. Capp também foi uma referência direta para autores como Uderzo, Goscinny, Charles Schulz, Harvey Kurtzman, Gilbert Shelton, Robert Crumb, Jules Feiffer e, mais adiante, nomes como Matt Groening, criador de Os Simpsons.

Uma obra fundamental para todos os fãs de histórias em quadrinhos. Um dos maiores clássicos dos quadrinhos de todos os tempos! Capa dura com 196 páginas.

Western, de Rosinski e Van Hamme

A QS Comics lança este mês Western, obra escrita por Jean Van Hamme e ilustrada por Grzegorz Rosinski, os mesmos autores de O Grande Poder do Chninkel. O material foi publicado originalmente em 2001 para o mercado franco-belga pela Le Lombard.

1868, Wyoming. Um nome, uma recompensa, e uma reviravolta inesperada.

Ambrosius Van Deer chega a Fort Laramie à procura de seu sobrinho, Eddie, desaparecido após o massacre de sua família pelos Lakota. Mas o destino tem outros planos. O que acontece ali desencadeia uma tragédia que se estende por dez anos e transforma a vida de um jovem marcado para sempre ― que precisará confiar em sua coragem e mira certeira para sobreviver no Oeste selvagem.

Western reúne dois mestres dos quadrinhos europeus: Jean Van Hamme, criador de Thorgal, XIII e Largo Winch, e Grzegorz Rosinski, um dos grandes ilustradores do gênero, conhecido por sua força narrativa e apuro gráfico.

Com um roteiro denso e realista e uma arte impactante, esta obra entrega uma história poderosa, onde o faroeste encontra o drama humano em sua forma mais crua. Capa dura com 88 páginas.

A Íris Branca: 40º álbum de Asterix

A Record lança em agosto Asterix – A Íris Branca (Astérix: L’Iris blanc), 40º álbum dos gauleses criados por Albert Uderzo (1927-2020) e René Goscinny (1926-1977), inédito no Brasil, com roteiro de Fabcaro (pseudônimo de Fabrice Caro) e arte de Didier Conrad. O material foi publicado originalmente para o mercado franco-belga em 2023 pela Les Éditions Albert René, atualmente marca do grupo Hachette.

Cansado de ver as tropas romanas desmotivadas nas lutas contra os irredutíveis gauleses da aldeia de Asterix, Obelix e seus amigos, Júlio César decide usar uma nova “arma” criada por Viciovirtudus, o médico responsável pelo exército: o método da íris branca.

Mas o que é a íris branca? É uma escola de pensamento positivo, já bastante famosa em Roma, que prega que basta acreditar que tudo é possível e manter uma alimentação balanceada que aquilo que se almeja pode ser alcançado. Porém, pensamento positivo é muito pouco frente à poção mágica do druida Panoramix. Por isso, Viciovirtudus começa a traçar um novo plano: e se esse pensamento positivo, essa busca por equilíbrio e tudo mais puder ser usado contra a aldeia gaulesa?

Resta então a Asterix, Obelix e seu líder Abracurcix impedir o plano de Viciovirtudus e garantir que eles possam ter um novo banquete com um belo javali e o bardo Chatotorix amordaçado impedido de cantarolar. Capa cartonada com 48 páginas.

Criada pela dupla Albert Uderzo e René Goscinny, a primeira história das Aventuras de Asterix, O Gaulês foi publicada na página da 20 da revista Pilote em 1959. A história dos Irredutíveis Gauleses foi um sucesso imediato e a revista vendeu mais de 300 mil exemplares. Tamanha popularidade rendeu, em 1961, a publicação do primeiro álbum solo: Asterix, o Gaulês. Desde então, Asterix não para de crescer: são mais de 30 álbuns traduzidos para 107 idiomas, mais de 10 filmes e um parque temático! As aventuras de Asterix são publicadas no Brasil pela Editora Record desde 1980.