Conclusão de Coringa/Arlequina: Sanidade Criminosa

A Panini Comics lança este mês o terceiro e último volume de Coringa/Arlequina – Sanidade Criminosa, série do selo DC Black Label escrita por Kami Garcia, ilustrada por Mico Suayan, Jason Badower e Annette Kwok. A capa pintada é de Francesco Mattina.

Nesta edição, o passado e o presente da Dra. Arlequina alcançaram um ponto de convergência… e as pessoas ao seu redor estão sofrendo por isso. Conforme sua investigação do assassino em série Coringa torna-se ainda mais intensa, as decisões que ela tomar a levarão para um perigo ainda mais ameaçador!

Reúne Joker/Harley: Criminal Sanity (2020) #6 a 8. Capa dura com 104 páginas.

Zé Carioca e Panchito: Silly Simphonies

A Panini Comics lança este mês Zé Carioca e Panchito – Silly Simphonies, especial em formato horizontal e com cores restauradas que reúne pela primeira vez no Brasil as tiras do papagaio Zé Carioca e do galo Panchito, publicadas originalmente em jornais americanos entre 1942 e 1945 pelo Silly Symphonies – selo estrelado pelos personagens dos longas-metragens de animação dos Estúdios Disney – neste caso, em especial, do filme Alô, Amigos.

O malandro mais brasileiro do Universo Disney desfila sua ginga e malemolência para conquistar lindas garotas e descolar uma grana fácil. E nas pranchas seguintes, é a vez do galináceo mexicano encarar bandoleiros e animais selvagens, além de encantar belas señoritas, sempre acompanhado de seu fiel cavalo, o hilário Señor Martinez! Por Paul Murry, Bill Walsh, Bob Grant, Dick Moores, Hubie Karp, Karl Karpé e outros. Capa dura com 168 páginas.

A Princesa e o Cavaleiro em nova edição

A editora JBC lança este mês A Princesa e o Cavaleiro (Ribbon no Kishi), nova edição da obra de Osamu Tezuka (1928-1989), artista considerado “o pai do mangá moderno”. Primeiro mangá de Tezuka publicado no Brasil, foi lançado por aqui entre 2002 e 2003, em oito edições de meio tanko, pela própria JBC. Desta vez, o material será compilado em duas edições de luxo.

A Princesa e o Cavaleiro começou a ser publicado no Japão pela Kodansha em 1953 e é considerado o primeiro mangá do Japão moderno voltado para o público feminino (shoujo). Inspirado nas peças de teatro do grupo Takarazuka – composto apenas por mulheres -, que fizeram parte da infância do autor, o mangá explora uma história de aventuras, romance, humor, drama e fantasia. Além da versão em quadrinhos, a história foi adaptada para uma série animada em 1967 e tornou-se referência como um dos primeiros animes coloridos produzidos no país. No Brasil, os 52 episódios foram exibidos entre os anos 1970 e 1980 nas TVs Tupi e Record, fazendo parte dos grandes clássicos da época como Fantomas, o Pinóquio da Tatsunoko e Speed Racer. Confira as capas, detalhes e sinopses dos dois volumes:

A Princesa e o Cavaleiro – Vol.1

A obra narra as aventuras da princesa Safiri na Terra de Prata. Por causa de uma rígida lei de seu reino, ela é obrigada a se disfarçar de príncipe para que seu pai não seja destronado. Desconfiado e de olho no trono, o perverso Duque Duralumínio, auxiliado pelo nefasto Senhor Nylon, tenta desmascarar Safiri. O objetivo do duque é empossar seu filho, o Príncipe Plástico. Mas esse não é o único problema da heroína. Safiri também enfrenta o malvadão Satã e sua terrível serva, Madame Inferno. Por sorte, ela conta com o auxílio do anjinho peralta Ching (que fora expulso do céu por causa de suas travessuras) e do príncipe Franz, da Terra do Ouro.

Estrutura: capa cartonada e sobrecapa com 352 páginas
Data de lançamento: novembro/2021

A Princesa e o Cavaleiro – Vol.2

Safiri cai vítima de um plano arquitetado pelo terrível Duque Duralumínio, que quer usurpar o trono da Terra da Prata e colocar o príncipe Plástico como novo regente. Além disso, a princesa terá de lidar com Satã e a Madame Satã. O diabólico casal quer tomar o coração de donzela de Safiri para dá-lo à sua filha Heckett. Como se não fosse suficiente, a heroína ainda enfrentará o Capitão Blood e seu bando de piratas, mas ela sempre contará com a ajuda do anjinho Ching e com o príncipe Franz, da Terra do Ouro.

Estrutura: capa cartonada e sobrecapa com 352 páginas
Data de lançamento: maio/2022

Corto Maltese: Sob o Sol da Meia-Noite

A editora Trem Fantasma programa para este mês Corto Maltese – Sob o Sol da Meia-Noite, primeira aventura da trilogia produzida pelos espanhóis Juan Diaz Canales e Rubén Pellejero inspirada em uma das maiores criações do artista italiano Hugo Pratt (1927-1995). O material clássico do personagem foi lançado no Brasil pelas editoras L&PM, Ediouro/Pixel Media e Autêntica/Nemo, no entanto, alguns álbuns ainda permanecem inéditos no país.

Criado por Pratt em 1967 em Uma Balada do Mar Salgado, Corto Maltese, como um Ulisses moderno, se insere na constelação de grandes viajantes visionários da ficção. Suas aventuras foram escritas e ilustradas pelo seu criador até 1992, quando foi publicado o álbum A Cidade Perdida de Mú. Hugo Pratt veio a falecer em 1995 e somente 20 anos depois é que novas aventuras foram confiadas a dois dos maiores nomes dos quadrinhos europeus.

Em Sob o Sol da Meia-Noite, encontramos Corto Maltese em 1915, acabando de chegar ao Panamá – e já de partida! O destino é San Francisco e a sua Exposição Internacional onde espera encontrar um amigo de longa data, o escritor Jack London. Mas o autor de O Chamado Selvagem dirige-se já para o México, a fim de efetuar uma reportagem sobre a revolução de Pancho Villa. No desencontro, London deixa uma mensagem pedindo a Corto que entregasse uma carta a uma certa Waka Yamada, uma antiga estrela de saloon em Dawson City durante a corrida para o ouro, agora convertida em militante contra o tráfico de mulheres no Alasca. Em troca de lhe fazer chegar essa carta, London promete a Corto uma nova aventura… e um misterioso tesouro!

Corto Maltese inicia assim uma longa jornada pelas vastas extensões geladas do Grande Norte, numa viagem pautada por inúmeros perigos e ameaças. Porque, sob o sol da meia-noite, há outros predadores que rondando os viajantes. Em Sob o Sol da Meia-Noite, Canales e Pellejero, criam uma obra original ao mesmo tempo em que respeitam o legado de Hugo Pratt e de seu principal personagem. Capa dura com 100 páginas coloridas.

De Manuel Rojas: Filho de Ladrão

A editora Veneta lança em janeiro Filho de Ladrão, obra dos artistas chilenos Christian Morales, Luiz Martínez e Marco Herrera, adaptando para os quadrinhos o clássico romance de Manuel Rojas (1896-1973), escritor argentino radicado no Chile. Publicada originalmente em 2015 pela Ocho Libros, a graphic novel levou três anos para ser concluída.

Um dia, Aniceto Hevia descobriu que seu pai não era cubano e não se chamava José: era o Galego, um famoso ladrão espanhol. O romance do anarquista Manuel Rojas fala dos nômades urbanos da América do Sul, seus personagens que cruzam as fronteiras das repúblicas, indo de cidade em cidade: Rio de Janeiro, Buenos Aires, Mendonza, Valparaízo…

Lançado originalmente em 1951, Filho de Ladrão é um marco na literatura do continente e ganha uma poderosa versão em quadrinhos. Capa cartonada com 248 páginas.

Estórias Gerais, de Srbek e Colin, em nova edição

A Conrad Editora programa para o início de dezembro Estórias Gerais – Edição Comemorativa de 20 Anos, obra escrita pelo pesquisador, editor e roteirista mineiro Wellington Srbek e ilustrada pelo mestre Flavio Colin (1930-2002).

Produzido entre janeiro e outubro de 1998, Estórias Gerais é considerado um dos melhores quadrinhos brasileiros já criados. A HQ se passa no sertão mineiro da década de 1920, em meio a coronéis e jagunços, disputas entre bandos rivais e pequenas narrativas fabulosas que se amarram em uma trama maior.

Publicado originalmente de forma independente em 2001, o álbum recebeu no ano seguinte o Troféu HQ Mix de Melhor Graphic Novel e Melhor Roteirista Nacional, além do Troféu Angelo Agostini de Melhor Roteirista e Melhor Desenhista. Teve uma edição lançada pela Conrad em 2007 e outra pela Nemo em 2012, ganhando agora um relançamento especial em edição definitiva para colecionadores. Capa dura com 176 páginas.

Volumes 5 e 6 de Necron

A Tai Editora acaba de disponibilizar nas livrarias os volumes 5 e 6 de Necron, a paródia sexy de Frankenstein criada por Ilaria Volpe e Magnus, pseudônimos dos artistas italianos Mirka Martini e Roberto Raviola (1939-1996), respectivamente. Confira as capas, sinopses e detalhes de cada volume:

Necron – Vol.5:
A Nobreza Depravada

Após deixarem a ilha, no final de As Mulheres Aranhas, a Dra. Frieda Boher e Necron encontram um estranho culto formado por mulheres da alta sociedade. Entre as facetas dessa sociedade secreta está a tortura sexual de homens e o canibalismo. Tudo isso em A Nobreza Depravada.

Estrutura: capa cartonada com 120 páginas
Data de lançamento: agosto/2021


Necron – Vol.6:
Massacre no Trem Noturno

Depois do estranho jantar com A Nobreza Depravada, Necron e Frieda transformam sua fuga em um verdadeiro rastro de sangue, após ingressarem em um trem para cruzar a Europa. Tudo isso em Massacre no Trem Noturno.

Estrutura: capa cartonada com 120 páginas
Data de lançamento: agosto/2021


O Viúvo e San Martín por Breccia

A editora Quadriculando programou dois novos lançamentos para os próximos meses: o primeiro deles é O Viúvo, obra chilena que une os gêneros noir e pulp, com capa do brasileiro Geraldo Borges; e o outro é San Martín por Breccia, álbum produzido em parceria com a editora Skript. Confira as capas, sinopses das novidades, incluindo quatro outras obras já publicadas pela mesma editora:

O Viúvo

O ano é 1954. Circula um rumor que um sinistro vagabundo alcoólatra, com um só braço, está rondando a cidade, levando crianças com ele. A captura de Francisco Pérez Varela, que em 16 de abril daquele ano abusou e matou um menino de seis anos, além de confessar mais uns vinte assassinatos, está longe de pôr fim ao mito do Velho do Saco, já estabelecido no inconsciente popular chileno. Em meio a esta atmosfera de medo e desconfiança, há aqueles que abusam de sua posição de poder para continuar explorando os indefesos e despossuídos. Mas haverá um homem que, confiando em sua vontade e anseio de justiça, se levantará e dirá “basta”. Um homem de chapéu, gabardina e máscara a quem a mídia e as pessoas apelidaram de “O Viúvo”. Partindo de Fim do Luto, primeira história do vigilante urbano, onde, como uma declaração de princípios, ele traça uma linha na areia e inicia sua cruzada pela justiça, o leitor será apresentado a uma trama envolvente, repleta de reviravoltas, que se desdobra nas HQs A Dança do Manco e Os Versos do Diabo, concluindo com um final peculiar.

Autores: Gonzalo Oyanedel, Rodrigo Campos, Juan “Nitrox” Márquez, Cristian Docolomansky
Estrutura: capa cartonada com 152 páginas
Data de lançamento: dezembro/2021

San Martín por Breccia

Em uma inédita parceria Skript/Quadriculando, chega ao Brasil um livro que levou mais de uma década para ser produzido. San Martín é o resultado de um árduo trabalho de compilação, seleção e restauração das imagens que Alberto Breccia (desenhos, com a ajuda ativa de seus filhos), sobre o Libertador Dom José de San Martín. A ideóloga e autora deste livro é Toni Torres que, mobilizada pelo interesse em tornar conhecidas estas maravilhosas ilustrações, escreveu uma biografia do Pai da Nação argentina.

Autores: Toni Torres, Alberto Breccia
Estrutura: capa dura com 100 páginas
Data de lançamento: fevereiro/2022

Confira também outros títulos já publicados pela editora Quadriculando:

Morrer pelo Che

Morrer pelo Che é uma história em quadrinhos que reproduz a histórica viagem ao Uruguai de Che Guevara e toda a repercussão na sociedade e na mídia local, mesclando aspectos reais e fictícios. A obra venceu os Fundos Concursáveis para Cultura do Ministério da Educação e Cultura do Uruguai em 2012 e faz um trabalho minucioso de resgate histórico.

Autores: Pablo Roy Leguisamo, Marcos Vergara, Caio Di Lorenzo
Estrutura: capa cartonada com 100 páginas
Data de lançamento: agosto/2021

Pintamonos

Imagine Frida Kahlo, a morte de Trotsky e com vários artistas revolucionários, em uma HQ com muito humor escrita por Rodolfo Santullo, com arte do desenhista Leo Sandler.

Autores: Rodolfo Santullo, Leo Sandler
Estrutura: capa cartonada com 80 páginas
Data de lançamento: maio/2021


Ayar – A Lenda dos Inkas

Uma história em quadrinhos que une a mitologia peruana com ação e aventura. Ayar – A Lenda dos Inkas é uma obra baseada no mito mais representativo da fundação do Império Inka, A Lenda dos Irmãos Ayar, que também é combinada com a mitologia da costa, montanhas e selva do Peru.

Autores: Oscar Barriga, Virginia Borja, Kaimer Dolmos, Erly Almanza
Estrutura: capa cartonada com 100 páginas
Data de lançamento: dezembro/2020


Condorito – Vol.1

Após décadas sem ser publicado no Brasil, Condorito está de volta! Poucos sabem, mas o personagem, criado pelo cartunista chileno Pepo – pseudônimo de René Ríos Boettiger (1911-2000) -, foi influenciado pela animação Alô, Amigos (Saludos Amigos) da Disney. O Chile, país de origem de Condorito, era retratado por um pequeno avião que tentava cruzar os Andes para levar correspondência. Pepo não se sentiu representado pelo aviãozinho, nem tão pouco ao seu país e, inspirado pelos animais humanizados da Disney, idealizou Condorito. O personagem representa um Condor, ave que simboliza o Chile e, quando de sua criação, o autor o representou com trajes simples, vinculando-o aos mais humildes do seu país. Diferente dos personagens de Walt Disney, Condorito convive em mundo de humanos com traços exagerados. Ao passar dos anos, o traço do personagem se refinou e, aos poucos, se incluiu um elenco largo de apoio, fundamental para as piadas terem ressonância, tornando Condorito a cara e a imagem dos chilenos. Este álbum traz somente material inédito, na melhor tradição de seu humor e de suas tiradas.

Autor: Pepo
Estrutura: capa cartonada com 52 páginas
Data de lançamento: março/2020

De Alfred: Como Antes

A Devir Livraria lança no fim do mês Como Antes, obra escrita e ilustrada por Alfred, pseudônimo do quadrinista francês Lionel Papagalli, publicada originalmente na França pela editora Delcourt. Com auxílio do colorista Maxime Derouen, a HQ foi vencedora do Fauve d’Or do Festival de Angoulême em 2014.

Na história, no início dos anos 1960, os irmãos Fabio e Giovanni estão prestes a iniciar uma longa jornada. Dentro de um Fiat 500, o caminho será pontuado por discussões amargas, longos períodos de silêncio, lembranças e encontros, e os levará de volta a sua terra natal, a Itália – um lugar que Fabio não visita há anos. Aos poucos, descobrimos quem foi o pai deles, como é difícil a relação entre os membros da família e como o fascismo os dividiu.

Com ilustrações belíssimas, Alfred faz um uso estratégico das cores para caracterizar emoções e flashbacks, que mergulham o leitor no clima nostálgico das personagens e, painel após painel, capturam lindamente a atmosfera das horas do dia, desde as cenas noturnas em azul profundo até o laranja intenso de um pôr do sol. Seu domínio do ritmo narrativo dá ao leitor o tempo exato para apreciar todas essas nuances de cores e contribui para fazer de Como Antes uma obra-prima da narrativa gráfica. Capa dura com 224 páginas.


O Perfuraneve: O Expresso do Amanhã

Em 2015, a Editora Aleph trouxe ao Brasil O Perfuraneve, obra escrita por Jacques Lob (1932-1990) e Benjamin Legrand, ilustrada por Jean-Marc Rochette. Publicada pela primeira vez na França em 1982, a história foi continuada posteriormente em outros dois volumes em 1999 e 2000, respectivamente. Adaptada para os cinemas em 2013 com direção de Bong Joon-ho com o título O Expresso do Amanhã, trouxe Chris Evans, Tilda Swinton, John Hurt, Ed Harris e outros no elenco. Em 2020, ganhou um seriado exibido na plataforma Netflix, com Jennifer Connelly, Daveed Diggs, Sean Bean e outros.

O inverno chegou e pode durar para sempre! Após uma hecatombe nuclear que alterou o clima da Terra e a afundou em uma eterna Era do Gelo, a humanidade não tinha chance nenhuma de sobreviver. Exceto por um pequeno grupo que encontrou refúgio em um trem de tecnologia revolucionária, o Perfuraneve. A locomotiva representa a salvação da humanidade e confina, em seus mil e um vagões, toda a esperança de vida no planeta. A convivência se torna o grande desafio para os últimos representantes da espécie, que rapidamente se adaptam e organizam a vida no novo habitat. Nesse momento, os velhos mecanismos que levaram o planeta à destruição voltam à ativa, incluindo a divisão de classes: os passageiros são divididos em “castas”, cada uma em um vagão, ficando os pobres no fundo e os ricos na frente. O trem também é cenário de racismo, religião e alienação.

Considerada uma das melhores HQ de ficção científica, O Perfuraneve teve seu primeiro volume publicado em 1984 e, após a morte de Lob, Benjamin Legrand deu continuidade ao trabalho e publicou os dois volumes seguintes: O Explorador (1999) e A Travessia (2000). A edição brasileira traz o texto integral, unindo os três volumes.

A HQ funciona como um verdadeiro tubo de ensaio em que os autores analisam toda a humanidade, testando suas capacidades de organização, justiça e relacionamento, e a passagem do protagonista, vagão por vagão, é uma pintura fiel da sociedade estratificada. Com um enredo instigante e violento, repleto de ação e escárnio, O Perfuraneve é fundamental para quem aprecia grandes histórias. Capa cartonada com 280 páginas.