Primeiro volume de Batman por Neal Adams: Edição Absoluta

A Panini Comics lançou nas livrarias o primeiro volume de Batman por Neal Adams – Edição Absoluta, série de luxo que reúne as histórias produzidas por Neal Adams (1941-2022), publicadas originalmente entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1970 nos Estados Unidos pela DC Comics. Se seguir os moldes das compilações lançadas lá fora, a coleção tem previsão para três volumes.

Com roteiros de Bob Haney, Cary Bates e Leo Dorfman, a arte é de Neal Adams, com arte-final de Dick Giordano, Vince Colletta e Joe Kubert.

No Brasil, o material deste volume foi publicado pela primeira vez entre 1969 e 1973 nas revistas de linha da Ebal. Trinta anos depois, entre 2003 e 2004, boa parte das histórias foi republicada pela Opera Graphica. Em 2008, a Panini lançou o primeiro volume desta coleção, em capa dura e formato americano, porém, não deu sequência aos outros dois volumes. Em 2015, essas histórias foram republicadas nos dois primeiros volumes de Batman – Lendas do Cavaleiro das Trevas – Neal Adams, também pela Panini. Entre 2020 e 2021, essas aventuras foram publicadas nos volumes 32 e 42 da DC Comics – A Lenda do Batman, pela Eaglemoss (confira o esquema completo de publicação no final desta nota).

Ao longo dos anos, muitos artistas definiram o visual de um dos personagens mais icônicos da cultura popular – o Batman, da DC Comics. De todos eles, talvez o mais influente seja Neal Adams, que começou a desenhar o Cruzado de Capa quando ele corria risco de desaparecer no buraco negro do exagero caricato e no esquecimento da Pop Art.

A arte de Adams levou o Batman de volta às suas raízes, o crime urbano, colocando-o outra vez nas sombras e reabilitando sua imagem para uma nova geração de fãs. Sua arte não só entreteve os leitores, como também inspirou muitos roteiristas a alcançar novos patamares de criatividade e isso, além de tudo, provaria ser uma nova e necessária fonte de energia para os quadrinhos em sua lenta escalada rumo à aceitação como arte legítima.

Reúne World’s Finest #175 (I) & #176 (I) e Brave and the Bold #79 a 85. Capa dura e slipcase com 240 páginas.

Esquema completo de publicação das histórias desta edição no Brasil:

EBAL
– Batman & Super-Homem #30 (1969): WF175I
– Batman & Super-Homem #31 (1969): WF176I
– Batman em Cores #3 (1970): TBTB81
– Batman em Cores #4 (1970): TBTB82
– Batman em Cores #5 (1970): TBTB83
– Batman em Cores #6 (1970): TBTB85
– Batman em Cores #7 (1970): TBTB84
– Batman Bi #42 (1972): TBTB80
– Almanaque de Batman 1973 (1973): TBTB79
– Superman em Formatinho #12 (1977): TBTB79
– Superamigos #8 (1978): WF175I, WF176I


OPERA GRAPHICA
– Batman – A Noite do Ceifador e Outras Histórias (2003): TBTB80
– Batman Saga #1 (2003): TBTB85
– Batman Saga #4 (2003): TBTB79
– Batman Saga #5 (2003): TBTB81
– Batman Saga #8 (2004): WF175I
– Batman Saga – Vol.1: Criaturas da Noite (2006): TBTB79, TBTB85
– Batman Saga – Vol.2: Clássicos do Morcego (2006): WF175I, TBTB81


PANINI
– Batman Ilustrado por Neal Adams (2008): WF175I, WF176I, TBTB79 a TBTB85
– Superman 70 Anos – Vol.2 (2008): WF176I
– Batman – Lendas do Cavaleiro das Trevas – Neal Adams – Vol.1 (2015): WF175I, WF176I, TBTB79 a TBTB82
– Batman – Lendas do Cavaleiro das Trevas – Neal Adams – Vol.2 (2015): TBTB83 a TBTB85


EAGLEMOSS
– DC Comics – Coleção de Graphic Novels – Vol.32 (2017): TBTB85
– DC Comics – A Lenda do Batman – Vol.32 (2020): WF175I, WF176I, TBTB79 a TBTB84
– DC Comics – A Lenda do Batman – Vol.42 (2021): TBTB85

Grandes Astros Superman: Edição Absoluta

A Panini Comics lançou nas livrarias Grandes Astros Superman – Edição Absoluta, publicação de luxo que reúne a série publicada originalmente entre 2006 e 2008 nos Estados Unidos pela DC Comics.

Com roteiro de Grant Morrison, a arte é de Frank Quitely, com arte-final e cores de Jamie Grant. A capa externa também é de Quitely e Grant (All-Star Superman #10).

No Brasil, o material foi publicado em seu formato original, em 12 edições, entre 2007 e 2008, e reunido em 2012 em versão definitiva, edição que foi reimpressa em 2018, todas as vezes pela própria Panini.

A reinterpretação surpreendente que chocou completa e positivamente o mundo das HQs, e redefiniu todos os limites de um personagem icônico, que acreditava-se ser inalterável, retorna em Edição Absoluta!

Por cortesia da genial e excêntrica mente de Grant Morrison e do traço incomparável do desenhista Frank Quitely, o Homem de Aço (e seus milhões de fãs pelo mundo) foram presenteados com uma obra-prima sem precedentes, publicada em doze partes sob o título Grandes Astros Superman, reunido na íntegra com conteúdo extra nesta nova edição.

Reúne All Star Superman (2006) #1 a 12. Capa dura e slipcase com 328 páginas.

Mulher-Maravilha por George Pérez Omnibus

A Panini Comics lançou nas livrarias o primeiro volume de Mulher-Maravilha por George Pérez Omnibus, série que pretende reunir a clássica fase da princesa amazona comandada por George Pérez (1954-2022), publicada entre 1987 e 1992 nos Estados Unidos pela DC Comics. Lá fora, a DC reuniu o ciclo em três edições omnibus: volume 1, com as originais #1 a 24; volume 2, com as edições #25 a 45; e volume 3, com as originais #46 a 62 & #168-169.

Com roteiros de George Pérez, auxiliado por Len Wein e Greg Potter, a arte é de Pérez, com a participação de Brian Bolland, Chris Marrinan, Arthur Adams, John Bolton, José Luis García-López, Curt Swan, Ross Andru, Bruce D. Patterson, Bob McLeod, Dick Giordano, Will Blyberg, Bob Smith, Frank McLaughlin e Mark Farmer, acompanhados pelas cores de Tatjana Wood e Carl Gafford. A capa também é de George Pérez (Wonder Woman #1), com novas cores de Allen Passalaqua.

No Brasil, as histórias deste volume estrearam no mesmo ano da publicação norte-americana, em formatinho, na revista Super-Homem, pela Editora Abril, migrando depois para o título DC 2000. Pela Panini, o primeiro arco com as sete primeiras histórias foi publicado por três vezes, além de uma vez pela Eaglemoss. A HQs seguintes foram todas publicadas, juntamente com as primeiras, nos quatro volumes de Lendas do Universo DC – Mulher-Maravilha (confira o esquema completo de publicação no final desta nota).

George Pérez foi o grande responsável por reimaginar a Mulher-Maravilha para um novo público depois da Crise nas Infinitas Terras.

Recontando a origem da Princesa Amazona, a fase de Pérez permanece muito aclamada até hoje, e conta com a colaboração de outros talentos da Editora das Lendas, como os roteiristas Greg Potter e Len Wein e o arte-finalista Bruce D. Patterson. Esta edição omnibus reúne todo o período ilustrado pelo artista desse clássico.

Reúne Wonder Woman (1987) #1 a 24 e Wonder Woman Annual (1988) #1. Capa dura e sobrecapa com 640 páginas.

Esquema completo de publicação das histórias desta edição no Brasil:

– Super-Homem #39 (1987/Abril): WW1
– Super-Homem #40 (1987/Abril): WW2
– Super-Homem #41 (1987/Abril): WW3
– Super-Homem #42 (1987/Abril): WW4
– Super-Homem #43 (1988/Abril): WW5
– Super-Homem #44 (1988/Abril): WW6
– Super-Homem #45 (1988/Abril): WW7
– Super-Homem #56 (1989/Abril): WW8
– Super-Homem #57 (1989/Abril): WW9
– Super-Homem #59 (1989/Abril): WW10
– Super-Homem #60 (1989/Abril): WW11
– Super-Homem #61 (1989/Abril): WW12
– Super-Homem #65 (1989/Abril): WW13
– DC 2000 #1 (1990/Abril): WW14
– DC 2000 #2 (1990/Abril): WW15, WW16
– DC 2000 #3 (1990/Abril): WW17
– DC 2000 #4 (1990/Abril): WW18, WW19
– DC 2000 #5 (1990/Abril): WW20
– DC 2000 #6 (1990/Abril): WW21
– DC 2000 #7 (1990/Abril): WW22, WWAN1
– DC 2000 #8 (1990/Abril): WWAN1
– DC 2000 #9 (1990/Abril): WW23, WWAN1
– DC 2000 #10 (1990/Abril): WW24
– Grandes Clássicos DC – Vol.2 (2005/Panini): WW1 a WW7
– Biblioteca DC – Mulher-Maravilha – Vol.1 (2008/Panini): WW1 a WW7
– Coleção DC 70 Anos – Vol.3 (2008/Panini): WW20
– Coleção DC 75 Anos – Vol.4 (2011/Panini): WW1
– Lendas do Universo DC – Mulher-Maravilha – Vol.1 (2017/Panini): WW1 a WW7
– Lendas do Universo DC – Mulher-Maravilha – Vol.2 (2017/Panini): WW8 a WW14
– Lendas do Universo DC – Mulher-Maravilha – Vol.3 (2017/Panini): WW15 a WW19
– Lendas do Universo DC – Mulher-Maravilha – Vol.4 (2017/Panini): WW20 a WW24, WWAN1
– DC Comics – Coleção de Graphic Novels – Vol.38 (2017/Eaglemoss): WW1 a WW7
– Mulher-Maravilha Antologia (2020/Panini): WW1
– DC Comics – Coleção de Graphic Novels – Vol.145 (2021/Eaglemoss): WW20 a WW24

Volumes 3 e 4 de Homem-Aranha: A Saga do Clone

A Panini Comics lança este mês os volumes 3 e 4 de Homem-Aranha – A Saga do Clone, coleção que pretende reunir todas as histórias do ciclo do aracnídeo publicadas originalmente entre 1994 e 1997 nos Estados Unidos pela Marvel Comics. Considerado um dos mais polêmicos arcos estendidos do Amigão da Vizinhança, essas aventuras têm previsão de serem reunidas em 18 edições mensais. Confira os detalhes:

Homem-Aranha – A Saga do Clone – Vol.3

Enquanto Mary Jane lida com o seu turbulento passado, o Homem-Aranha se vê às voltas com a sua própria luta em abandonar a identidade de Peter Parker para sempre. Porém, as mais diversas ameaças surgem em seu caminho, na forma do Puma, do Coruja e do Abutre. Para piorar a situação, Peter acaba envenenado e precisa correr contra o tempo para encontrar uma cura. Participação especial do Demolidor! Ao mesmo tempo, Ben Reilly, tendo assumido a identidade de Aranha Escarlate, tem a sua própria cota de malfeitores para enfrentar. No caso, uma gangue que aterroriza o bairro em que ele mora.

Autores: Tom Lyle, Tom Brevoort, J.M. DeMatteis, Tom DeFalco, Todd DeZago, Mike Kanterovich, Steve Vrattos, Ron Lim, Phil Gosier, Bob McLeod, Mark Bagley, Sal Buscema, Tom Palmer, Randy Emberlin, Keith Williams, Larry Mahlstedt, Scott Hanna, John Kalisz, Paul Becton, Bob Sharen
Conteúdo: Spider-Man Unlimited (1993) #7, Amazing Spider-Man (1963) #395-396 e Spectacular Spider-Man (1976) #218-219
Publicação no Brasil:
– Homem-Aranha (1997/Abril): ASM396, SSPM219
– Material inédito: SPMUN7I, SPMUN7II, SPMUN7III, ASM395, SSPM218

Capa: Ron Lim e Al Milgrom (Spider-Man Unlimited #7)
Estrutura: capa cartonada com 164 páginas
Data de lançamento: agosto/2024

Homem-Aranha – A Saga do Clone – Vol.4

Combatendo o crime em todas as suas formas, o Aranha Escarlate mal tem tempo para respirar, pois duas novas ameaças podem colocar um fim em sua carreira de super-herói que mal começou: o enigmático Kaine e o imprevisível Caçador Sombrio! E ainda: Mary Jane retorna a Nova York com uma novidade que vai balançar ainda mais a vida de Peter Parker! No entanto, o Cabeça de Teia encontra-se lutando por sua vida, pois um vírus letal pode decretar o seu fim… a menos que ele aceite a ajuda de um de seus maiores inimigos!

Autores: Terry Kavanagh, Todd DeZago, Howard Mackie, J.M. DeMatteis, Tom DeFalco, Steven Butler, Phil Gosier, Tom Lyle, Mike Manley, Mark Bagley, Sal Buscema, Randy Emberlin, Don Hudson, Sam de la Rosa, Scott Hanna, Josef Rubinstein, Larry Mahlstedt, Bill Sienkiewicz, Kevin Tinsley, Bob Sharen, John Kalisz
Conteúdo: Web of Spider-Man (1985) #120-121, Spider-Man (1990) #54-55, Amazing Spider-Man (1963) #397-398 e Spectacular Spider-Man (1976) #220-221
Publicação no Brasil:
– A Teia do Homem-Aranha #91 (1997/Abril): WSM120, SPM54
– A Teia do Homem-Aranha #92 (1997/Abril): WSM121, SPM55
– Homem-Aranha #167 (1997/Abril): ASM397, SSPM220
– Homem-Aranha #168 (1997/Abril): ASM398, SSPM221

Capa: Phil Gosier e Randy Emberlin (Web of Spider-Man #121)
Estrutura: capa cartonada com 196 páginas
Data de lançamento: agosto/2024

Capitão América por Jim Steranko

A Panini Comics lança este mês Capitão América por Jim Steranko, edição da linha Marvel Vintage que reúne as aventuras do Sentinela da Liberdade escritas e ilustradas por Jim Steranko, publicadas originalmente entre 1968 e 1969 nos Estados Unidos pela Marvel Comics.

Com roteiros e arte de Steranko, auxiliado pelas lendas Stan Lee e Jack Kirby, a arte-final ficou por conta de Joe Sinnott, George Tuska e Tom Palmer. A capa também é de Steranko (Captain America #111).

Todo o material já havia sido publicado no Brasil, tanto em formatinho pela Abril, como em formato americano pela Panini (confira o esquema completo de publicação no final desta nota).

Antes de cair no mar e ficar congelado por vários anos, Steve Rogers viu seu melhor amigo morrer. Bucky nunca tinha sido substituído, até surgir aquele jovem. Então, após uma batalha contra o incrível Hulk, o Capitão América é finalmente convencido por Rick Jones a aceitá-lo como o sucessor de Bucky.

Depois, nosso herói cai na real e conclui que, desde que o submundo soube a sua identidade secreta, ele se tornou um alvo fácil, principalmente para os assassinos da Hidra. O Capitão, então, elabora em segredo um plano para arranjar uma nova identidade civil.

E ainda: A polícia retira a fantasia do Capitão América da água junto com uma máscara do rosto de Steve Rogers! O Capitão América é dado como morto!

Reúne Captain America (1968) #110 a 113. Capa dura com 104 páginas.

Esquema completo de publicação das histórias desta edição no Brasil:

– Dois Super-Heróis – Homem de Ferro e Capitão América #31 (1969/Ebal): CA110

– Capitão América #2 (1979/Abril): CA110
– Capitão América #3 (1979/Abril): CA111, CA113
– Capitão América #17 (1980/Abril): CA112


– Grandes Heróis Marvel #16 (1987/Abril): CA110
– Marvel Especial #9 (1990/Abril): CA111
– Marvel Especial #10 (1990/Abril): CA112, CA113


– Coleção Histórica Marvel Vol.1 (2012/Panini); CA110 a CA113


– Capitão América Antologia (2021/Panini): CA111

Nova edição de O Eternauta, de Oesterheld e Solano López

A Pipoca & Nanquim lança no fim de setembro O Eternauta, edição remasterizada do clássico dos quadrinhos norte-americanos produzido pelos argentinos Héctor G. Oesterheld (1919-1977/78) e Francisco Solano López (1928-2011). O material foi publicado pela primeira vez no Brasil em 2012 pela Martins Fontes.

Em Buenos Aires, no final dos anos 1950, um escritor de quadrinhos recebe a visita de um estranho sujeito, que afirma ter vindo do futuro e o alerta sobre uma tragédia iminente. Seu nome é Juan Salvo, e ele vai contar a história de uma fria noite de inverno, na qual seu grupo de amigos teve sua habitual partida de truco interrompida por uma misteriosa nevasca fluorescente tóxica, capaz de matar tudo o que toca. Obrigados a deixar a segurança do lar para buscar provisões, eles se veem no centro de uma devastadora invasão alienígena, e agora terão de contar uns com os outros e confiar na força do coletivo para sobreviver.

Publicado originalmente entre 1957 e 1959, na prestigiosa revista Hora Cero Semanal, O Eternauta elevou os quadrinhos argentinos a um novo patamar, imortalizando os nomes de Héctor Germán Oesterheld e Francisco Solano López e influenciando gerações com sua mensagem de resistência e suas críticas ao imperialismo e militarismo. Seu impacto cultural e social foi tão grandioso, que até hoje se veem, desenhadas nos muros da Argentina, imagens de Juan Salvo em seu famoso traje de proteção, e uma aguardada adaptação televisiva foi produzida para 2025 pela Netflix, estrelada pelo astro Ricardo Darín.

Um clássico absoluto da ficção científica que retorna ao Brasil em formato widescreen, respeitando a orientação da obra original, com capa dura diagramada com um furo na arte do icônico capacete (que interage com o protagonista na guarda atrás) e luva protetora para conservar o livro em pé nas prateleiras. O prefácio é do pesquisador de quadrinhos Rafael Machado Costa, com posfácio da historiadora Gabriela Pellegrino. Capa dura e slipase com 380 páginas.

O Grande Mentecapto, por Caco Galhardo

A Record lança em setembro O Grande Mentecapto, obra nacional produzida por Caco Galhardo que adapta para os quadrinhos o clássico da literatura brasileira de Fernando Sabino, vencedor do Prêmio Jabuti de 1980.

Por meio dos desenhos, da sensibilidade e da percepção do renomado Caco Galhardo, O Grande Mentecapto, romance de Fernando Sabino, transporta o leitor para o estado de Minas Gerais e para dentro da vida do atrapalhado, porém encantador, José Geraldo Peres da Nóbrega e Silva, mais conhecido como Geraldo Viramundo.

Quando criança, Viramundo abalou todas as estruturas de sua cidade natal, Rio Acima. Com sua força de vontade, sua fé em si mesmo e seus desvarios, ele fez parar o trem de ferro, que nunca parava. Depois, ainda moço, levou suas crenças para o seminário de Mariana, almejando ser padre. Lá, arrumou uma baita confusão com dona Pietrolina e seu falecido marido, o que o levou a partir para Ouro Preto, onde encontrou sua amada de toda vida. De Ouro Preto, seguiu para Barbacena, onde acabou internado em um hospício. De Barbacena, foi para Juiz de Fora “para integrar o glorioso exército de Caxias e assim cumprir seu dever para com a pátria”. E, de Juiz de Fora, passou por várias outras cidades, seguindo seu caminho, sempre fiel ao propósito de virar Minas Gerais pelo avesso, com confusões e aventuras por onde esteve.

Enquanto Viramundo vaga pelo estado, o Brasil é exposto: covardia, fome, abuso de poder, hipocrisia, descaso com os mais pobres, brigas e conflitos são alguns dos temas e acontecimentos que se fazem presentes na história desse grande-pequeno mineiro, e que são muito comuns também no dia a dia de milhares de brasileiros. Porém, tais adversidades são retratadas de maneira sutil, por meio da carismática personagem e da escrita envolvente de seu criador, Fernando Sabino, como também pelas divertidas e cativantes ilustrações de Caco Galhardo. Capa cartonada com 88 páginas.

Odilo, de Wagner Diesel

A nVersos lança em setembro Odilo, obra nacional produzida pelo ilustrador e quadrinista Wagner Diesel, marcando a comovente estreia do autor nos quadrinhos, oferecendo uma narrativa sensível sobre envelhecimento e luto.

Após a morte de sua esposa Elsa, o senhor Odilo – cuja família deseja internar em um asilo – enfrenta a solidão, o apagamento social e o etarismo em uma sociedade indiferente aos seus sentimentos.

Em meio ao processo doloroso de luto, Odilo é abandonado pelos filhos e inicia uma jornada pela cidade em busca de reflexão e autoconhecimento. No caminho, encontra um garotinho e sua mãe, que o acolhem e oferecem conforto em sua dor.

Com ilustrações expressivas e um texto delicado, Diesel constrói uma história potente que explora o apagamento da melhor idade, convidando o leitor a refletir sobre empatia e o próprio futuro. Capa cartonada com 96 páginas.

Valongo, de Silvana Jeha e Braziliano

A Veneta lança em outubro Valongo, obra nacional produzida pela escritora Silvana Jeha e pelo quadrinista Braziliano. O álbum é o segundo volume da Coleção Patrimônio Gráfico, desenvolvida no âmbito do programa Brasil em Quadrinhos, uma parceria da Bienal de Quadrinhos de Curitiba com o Instituto Guimarães Rosa, do Ministério das Relações Exteriores.

Valongo, as marcas nas pedras do cais O Cais do Valongo, na região central do Rio de Janeiro, é um marco silencioso da história do Brasil. Entre 1774 e 1831, o Valongo foi o lugar das Américas onde mais desembarcaram africanos na história da escravidão moderna: cerca de um milhão de pessoas. Silvana Jeha e Braziliano apresentam uma narrativa gráfica que explora a importância desse lugar, entrelaçando ficção e pesquisa histórica, passado e presente.

Zola está grávida ao ser sequestrada por mercadores de escravizados. Seu filho, Maithica, nasce no navio negreiro durante a travessia do Atlântico. Apesar das condições terríveis por que passam, Zola e Maithica sobrevivem e é através da história deles que vamos conhecendo o que foi o Valongo.

O roteiro de Jeha revela a dura realidade do tráfico de escravizados, enquanto as ilustrações de Braziliano dão vida aos personagens que atravessam essa história.

Neste quadrinho, o Cais do Valongo é um espaço de memória e reflexão, destacando as marcas deixadas pela escravidão e seu impacto duradouro na sociedade brasileira. Capa cartonada com 64 páginas.

Arqueiro Verde por Mike Grell Omnibus

A Panini Comics lançou nas livrarias Arqueiro Verde por Mike Grell Omnibus, primeiro volume da série que reúne uma das mais populares fases de Oliver Queen, publicada originalmente a partir de 1988 nos Estados Unidos pela DC Comics.

Com roteiros de Mike Grell – que também foi responsável pela arte da minissérie inicial -, este volume conta também com Sharon Wright, Lurene Haines, Ed Hannigan, Eduardo Barreto, Randy DuBurke, Paris Cullins, Dan Jurgens, Hannibal King, Dick Giordano, Frank McLaughlin, Arne Starr e Gary Martin, com as cores de Julia Lacquement e Carl Gafford. A capa é de Mike Grell, montada a partir de artes da minissérie Green Arrow: The Longbow Hunters.

Das 138 edições do título principal, finalizado em 1993, Grell foi responsável pelo roteiro dos primeiros 80 números. Dessa fase, somente 20 histórias foram publicadas no Brasil: estreou em 1990, em formato americano, na revista Os Caçadores – que seguiu o título nacional da minissérie publicada em 1989 que trouxe Green Arrow: The Longbow Hunters -, publicando as edições originais #1 a 12 e #15-16; seguindo depois em formatinho, na edição #43 do título DC 2000, em 1993, que trouxe as originais #19 e 20; finalizando na edição #27 de Superpowers, também em 1993, que trouxe as originais #21 a 24. Em 2019, as seis primeiras histórias foram republicadas pela Eaglemoss, no volume 93 da DC Comics – Coleção de Graphic Novels. As originais #13-14, #17-18 e #25 a 80 são inéditas por aqui.

Como seria o Arqueiro Verde sem seus truques, bugigangas e flechas especiais? É a pergunta que Mike Grell tentou responder para o mundo dos quadrinhos ao apresentar um Oliver Queen mais velho e atormentado pela vida e pelos arrependimentos.

Patrulhando os becos e telhados de Seattle – acompanhado de sua parceira no combatente do crime e no amor – ele é um caçador urbano na selva de pedra, buscando um propósito no que faz.

Reúne Green Arrow: The Longbow Hunters (1987) #1 a 3, Green Arrow (1988) #1 a 20 e Secret Origins (1986) #38 (I). Capa dura e sobrecapa com 768 páginas.