
A Pipoca & Nanquim lança em novembro Midori – A Garota das Camélias (Shojo Tsubaki), mangá escrito e ilustrado por Suehiro Maruo. O material foi publicado originalmente em capítulos entre agosto de 1983 e julho de 1984 na revista erótica Manga Eros, da Tsukasa Shobo, e foi compilado em volume único ainda em 1984 pela Seirindô.
Midori é uma frágil vendedora de flores que, logo após ser abandonada pelo pai, fica órfã de mãe. Indefesa e sozinha, ela cai nas garras perversas dos bizarros integrantes de uma decadente trupe de show de horrores, que a fazem vítima das mais revoltantes crueldades. No meio dessa vida de humilhação constante, um homem enigmático, dotado de capacidades inexplicáveis, se junta ao grupo e se afeiçoa pela menina. Mas será que ele é mesmo o honrado protetor que ela estava esperando, ou talvez algumas pessoas tenham nascido destinadas à desgraça?


Um dos trabalhos mais conhecidos do grande gênio do belo, mórbido e bizarro Suehiro Maruo (O Vampiro que Ri, A Lagarta), até então inédito no Brasil, Midori – A Garota das Camélias traz uma versão bem mais macabra de uma história clássica dos kamishibais — o popular teatro de papel apresentado nas ruas do Japão. A narrativa ero guro (“erótico grotesco”) é marcada pelo interesse pela deformidade, estética pungente e perversão, sendo provavelmente uma das obras mais cínicas e desoladoras do autor.
Considerado um marco da contracultura japonesa, seu status não se deve apenas ao mangá, mas também à mítica adaptação em anime de 1992 que, produzida de forma quase artesanal pelo diretor Hiroshi Harada, se converteu em um fenômeno underground após passar por censura e gerar vários boatos sobre um suposto banimento em alguns países. A história dessa produção cheia de percalços é detalhada pelo jornalista Thiago Borges no prefácio da edição, mergulhando também na trajetória de Maruo e trazendo um rico panorama sobre seus trabalhos e inspirações.
Descubra que, pra quem nasceu para sofrer, até o amor costuma ter um gosto amargo… Uma verdadeira preciosidade para os apreciadores do grotesco. Capa cartonada e sobrecapa com 180 páginas.
