Shigurui: Frenesi da Morte, por Takayuki Yamaguchi

A Pipoca & Nanquim lança em julho Shigurui – Frenesi da Morte, mangá escrito e ilustrado por Takayuki Yamaguchi. A obra, inspirada no romance de Norio Nanjo, foi publicada originalmente em capítulos entre 2003 e 2010 na revista Champion Red da Akita Shoten, gerando 15 edições compiladas no Japão. Por aqui o material estará completo em 10 volumes.

No início da Era Kan’ei, por volta do século XVII, o controverso senhor feudal Tokugawa Tadanaga ousa macular com sangue o solo sagrado do pátio do castelo apenas para satisfazer seus delírios sádicos. Ignorando os protestos de seus vassalos, Tadanaga organiza uma série de combates que desafia todas as regras do bom senso: no lugar de espadas de madeira, como era de praxe nas demonstrações de artes marciais para figuras de autoridade, era obrigatório o uso de espadas verdadeiras, anunciando uma verdadeira carnificina.

Como se já não bastasse essa loucura, a chegada dos primeiros combatentes gera surpresa e indignação na plateia. Um deles, Fujiki Gennosuke, não possui um dos braços. Já seu adversário, Irako Seigen, é cego e manco. Por trás da aparência vulnerável, ambos dominam não apenas técnicas secretas e um sufocante instinto assassino, mas também têm um passado em comum: uma saga de paixões, vingança e destinos entrelaçados que desvela o lado mais aterrorizante da doutrina dos samurais.

Na época da publicação original, Shigurui – Frenesi da Morte chocou o público com sua violência gráfica extrema e personagens densos, ganhando um anime produzido pelo estúdio Madhouse em 2007 e sendo indicado ao Prêmio Tezuka em 2011. A premissa é inspirada no clássico romance Suruga-jou Gozen Jiai (“Duelos no Castelo de Suruga”), do autor Norio Nanjo. Contudo, em vez de adaptá-lo por completo, Yamaguchi se concentrou apenas no primeiro capítulo e em seus protagonistas, expandindo a mitologia em torno dos dois espadachins e imaginando a vida deles desde que se conheceram até a chegada do momento da derradeira luta.

Glossário com todas as referências ao Japão daquela época, além de um capítulo extra e texto de Nanjo sobre a natureza da crueldade completam a edição. Capa cartonada e sobrecapa com 324 páginas.

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